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Cigarro é mais viciante que cocaína, aponta relatório

De acordo com documento, nos últimos 50 anos os cigarros passaram a apresentar maior o teor de nicotina e substâncias como amônia e açúcares, que aumentam seu efeito — e seu perigo

Por Da Redação 2 set 2014, 20h03

Um relatório lançado nesta terça-feira pela organização americana de controle do tabagismo Campanha Crianças Livres do Tabaco (CTFK, na sigla em inglês) mostrou que o cigarro está mais viciante e perigoso. Feito a partir da análise de pesquisas científicas e de documentos fornecidos pela indústria do tabaco, o documento afirma que é mais fácil tornar-se dependente de cigarro do que de cocaína e de heroína.

Ao longo dos últimos 50 anos, diz o relatório, os cigarros passaram a apresentar um teor maior de nicotina e receberam inclusão de amônia e açúcares, que aumentam seu efeito e tornam a fumaça mais fácil de ser inalada. O próprio formato do cigarro mudou: produtos passaram a trazer filtros com pequenos orifícios, muitas vezes imperceptíveis, que levam o fumante a aumentar o volume e a velocidade de aspiração. Documentos reunidos no relatório mostram que, apenas entre 1999 e 2011, o teor de nicotina dos cigarros aumentou 14,5%.​

“Nicotina e heroína apresentam mecanismos semelhantes de dependência”, afirma David Burns, um dos autores do relatório e professor da Universidade da Califórnia. Ele observa, no entanto, que o número de pessoas que experimenta cigarro e se torna dependente é maior do que o que entra em contato com a heroína.

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Burns alerta que, apesar de fumarem menos, homens e mulheres têm um risco maior de desenvolver câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica do que em 1964, quando foi divulgado o primeiro relatório produzido pelo governo americano sobre o impacto do tabagismo na saúde.

Brasil – O professor criticou a suspensão no Brasil da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibia a adição de produtos que conferissem sabor para os cigarros. “Companhias usam os aditivos para aumentar o número de vendas, para atrair jovens e evitar que pessoas abandonem o tabagismo”, disse.

Procurado, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) afirmou que não se manifesta sobre o tema. Romeu Schneider, da Câmara Intersetorial do Tabaco, afirmou que cigarros em todo o mundo estão mais fracos, com menores teores de alcatrão e nicotina. “Estamos falando dos cigarros legais. Nossa preocupação, no entanto, é o crescimento do produto ilegal, produzido sem nenhum tipo de controle”, disse. Ele lembrou que a venda de cigarros a menores é proibida no Brasil. “É uma regra acertada. Respeitamos. Se crianças têm acesso, é a cigarro contrabandeado.”

(Com Estadão Conteúdo)

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