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Cientistas descobrem por que gostamos tanto de chocolate

E o segredo não tem nada a ver com o sabor ou o cheiro do doce

Por Diego Alejandro
16 jan 2023, 19h06

A ciência finalmente alega ter decifrado o segredo do chocolate – e por que, para muitos, ele é uma obsessão. Esqueça o sabor ou o cheirinho: só a textura pode nos prender, segundo uma equipe de especialistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

O chocolate tem uma maneira de derreter na boca que outros doces e alimentos igualmente deliciosos simplesmente não têm. O segredo, dizem os cientistas, é que há uma película gordurosa cobrindo o centro mais duro do chocolate, da qual, estranhamente, nossas bocas não se cansam.

Em sua investigação, publicada na ACS Applied Material and Interfaces, os pesquisadores analisaram o processo que ocorre quando comemos chocolate focando na textura e não no sabor. Eles verificaram que a gordura contida no doce desempenha uma função fundamental quase assim que entra em contato com a língua – algo que os especialistas chamam de “a sensação do chocolate”.

Depois disso, as partículas sólidas de cacau são liberadas e também são importantes para a sensação tátil, de modo que a gordura mais profunda desempenha um papel mais limitado – e os cientistas acham que pode ser reduzida sem afetar negativamente a experiência geral.

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“Se um chocolate tiver 5% ou 50% de gordura, ainda formará gotas na boca e isso lhe dará a sensação de chocolate”, disse Anwesha Sarkar, professora da Escola de Ciência Alimentar e Nutrição da universidade. “É a localização da gordura na composição do chocolate que importa em cada estágio da lubrificação e isso raramente foi pesquisado”, acrescentou ela.

Mais saudável?

Todo esse conhecimento pode ser traduzido em um chocolate mais saudável, sugere o estudo. O objetivo seria recriar aquela sensação de derretimento em um chocolate com menos gordura que seria tão satisfatório quanto os produtos mais gordurosos

O trabalho é o primeiro desse tipo a estudar como o chocolate interage com nossa língua durante o primeiro estágio na sua ingestão, que os cientistas chamam de “processo de lamber” ou “a lubrificação sólida do chocolate”. Os pesquisadores agora esperam que suas descobertas possam ser usadas com outros produtos, como sorvete, margarina ou queijo.

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