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China registra a oitava morte por gripe aviária

Infecção pelo H7N9 já atingiu 24 pessoas no país. Para OMS, não há motivos para pânico

Por Da Redação - 9 abr 2013, 13h32

Mais uma pessoa morreu na China, nesta terça-feira, vítima de uma nova cepa da gripe aviária, elevando para oito o número de mortes causadas pelo vírus H7N9 desde que a doença foi confirmada em humanos pela primeira vez, no final de março. Até então, esse vírus nunca havia sido transmitido a seres humanos. Segundo a Xinhua, agência oficial de notícias do governo chinês, a vítima, de 83 anos e da província de Jiangsu, no leste do país, foi hospitalizada com febre em 20 de março e teve confirmada a infecção pelo H7N9 no dia dois de abril. A China já confirmou 24 casos de infecção pelo H7N9.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) elogiou a China pela mobilização de recursos em todo o país para combater o vírus através do abate de milhares de aves e do monitoramento de centenas de pessoas próximas aos infectados. Nesta segunda-feira, autoridades da OMS disseram que não há nenhuma evidência de transmissão da gripe H7N9 entre humanos e que ainda não há motivos para pânico.

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Efeitos do vírus – Ações de companhias aéreas caíram na Europa e em Hong Kong em meio a temores de que o vírus poderia provocar uma epidemia semelhante à da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês), que surgiu na China em 2002 e matou cerca de 10% das 8.000 pessoas infectadas em todo o mundo. As autoridades chinesas inicialmente tentaram encobrir o surto de Sars.

No caso da cepa H7N9, as autoridades disseram que precisaram de tempo para identificar o vírus, com casos espalhados entre as províncias do leste de Zhejiang, Jiangsu e Anhui, bem como na capital econômica chinesa, Xangai. Outras cepas da gripe aviária, como a H5N1, têm circulado por muitos anos e podem ser transmitidas de ave para ave e ao ser humano, mas geralmente não de humano para humano.

(Com agência Reuters)

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