Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

China confirma a nona morte por gripe aviária

Autoridades chinesas afirmaram que uma vacina contra o H7N9, que já infectou ao menos 28 pessoas no país, deve estar disponível ainda no primeiro semestre

O número de mortes na China em consequência do H7N9, uma nova cepa da gripe aviária, subiu para nove, informou nesta terça-feira a agência de notícias oficial do governo do país, a Xinhua. A vítima era da província de Anhui. O H7N9, que foi confirmado em humanos pela primeira vez no mês passado, já infectou 28 pessoas, todas no leste da China, das quais nove morreram. Os casos incluem quatro pessoas que ainda estão doentes, duas em Xangai e duas na província de Zhejiang, uma das quais em estado grave.

De acordo com jornal China Securities Journal, uma vacina para o H7N9 foi autorizada pela Administração de Alimentos e Remédios da China e deve ser lançada no mercado ainda no primeiro semestre deste ano.

Origem desconhecida – A origem exata da infecção é desconhecida, apesar dos resultados positivos em amostras testadas de algumas aves nos mercados de aves, que permanecem sendo o foco das investigações por parte da China e da agência de alimentos e agricultura da ONU (FAO). A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse, na terça-feira, que estava investigando duas famílias na China que podem estar infectadas com o vírus H7N9, potencialmente a primeira evidência de transmissão entre humanos.

Leia também:

China registra a oitava morte por gripe aviária

China fecha mercados de aves vivas para conter novo vírus

OMS não vê indício de transmissão humana da gripe aviária

O novo vírus é grave para a maioria das pessoas, o que despertou temores de que, caso se torne facilmente transmissível, possa causar uma pandemia mortal de gripe. No entanto, o porta-voz da OMS, Gregory Hartl, disse em entrevista coletiva em Genebra que, até agora, não há nenhuma evidência de transmissão entre pessoas que poderia provocar uma pandemia – as autoridades de saúde chinesas disseram o mesmo.

(Com agência Reuters)