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Cão de enfermeira com ebola será sacrificado na Espanha

Segundo especialistas, evidências sugerem que há risco de o animal passar o vírus para seres humanos. Familiares da paciente são contrários à medida

Por Da Redação 8 out 2014, 10h02

Autoridades da Espanha anunciaram nesta terça-feira que o cachorro de Teresa Romero, a enfermeira que contraiu ebola em um hospital de Madri, será sacrificado. Segundo os especialistas, evidências científicas sugerem que há um risco de o animal transmitir o vírus para seres humanos. A decisão tem gerado protestos de familiares da paciente e nas redes sociais.

“Há um artigo na literatura médica que discute a presença de anticorpos contra o ebola em cães, mas se essa informação é precisa e relevante, ainda não sabemos”, disse Tom Frieden, diretor do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês), em uma coletiva de imprensa.

O governo espanhol afirmou que o cão, que tem 12 anos e se chama Excalibur, passará por um processo de eutanásia para que não sinta dor e, em seguida, será cremado.

Excalibur, o cão de 12 anos da enfermeira espanhola que contraiu ebola
Excalibur, o cão de 12 anos da enfermeira espanhola que contraiu ebola VEJA

O marido da enfermeira, Javier Limón, que está em quarentena sob suspeita de ter tido contato com o vírus ebola, postou uma foto do animal no Facebook e escreveu uma mensagem contrária à decisão. “Eu acho injusto que, por um erro que eles cometeram, agora queiram resolver dessa forma. Se eles estão preocupados com essa questão, acho que podemos encontrar uma solução alternativa, como colocar o cão em quarentena e observá-lo, assim como estão fazendo comigo. Ou eles deveriam me sacrificar também?”, escreveu.

Já existe uma petição online para derrubar a decisão do governo espanhol. Além disso, pessoas contrárias à medida têm usado a hashtag #SalvemosAExcalibus para divulgar a causa nas redes sociais.

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Transmissão – Teresa Romero, de 44 anos, foi a primeira pessoa infectada pelo ebola fora da África. Ela é enfermeira do Hospital Carlos III, em Madri, e ajudou a tratar de dois pacientes que haviam contraído o vírus no continente africano – ambos morreram. Ela saiu de férias em 26 de setembro e começou a se sentir mal quatro dias depois, mas só procurou o hospital nesta segunda-feira, quando foi diagnosticada com a doença.

Autoridades de saúde da Espanha passaram a monitorar pessoas que pudessem ter tido contato com a enfermeira no período em que ela apresentou os sintomas do ebola, que é quando o vírus pode ser transmitido.

Nesta quarta-feira, a ministra de Saúde espanhola, Ana Mato, disse que as pessoas que estão sendo monitoradas, inclusive o marido da paciente, não apresentaram sintomas da doença até o momento. Porém, as autoridades continuarão acompanhando essas pessoas. Segundo a ministra, Teresa Romero continua internada em isolamento no Hospital Carlos III.

(Com EFE)

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