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‘Cannabis’ no quintal: cresce cultivo para tratar epilepsia

Os efeitos colaterais da maconha medicinal são benignos: só provocam polêmica

Por Thais Botelho Atualizado em 10 dez 2018, 10h14 - Publicado em 5 mar 2017, 08h02

O estudante de farmácia Cassiano Teixeira, Em uma casa de João Pessoa, na Paraíba, cultiva 100 pés de Cannabis sativa, a planta da maconha. A partir deles, produz o óleo de Cannabis. A cada mês, 30 litros da substância são enviados para o consumo de 300 crianças e adolescentes doentes, portadores de epilepsia, de diversos estados brasileiros. É uma rotina que está ficando cada vez mais comum no Brasil. O óleo de Cannabis tem propriedades terapêutica e não altera o estado mental, como ocorre com o cigarro de maconha, devido à proporção de seus componentes. O canabidiol, principal composto do óleo, é eficaz no controle de surtos epilépticos — as convulsões. Dos cerca de 600.000 brasileiros epilépticos, 30% não respondem aos anticonvulsivantes convencionais. Para eles, o extrato da maconha representa uma esperança.

Cultivar Cannabis, seja qual for o objetivo, é proibido no Brasil. Mas, desde novembro de 2016, três famílias conseguiram autorização judicial para manter uma plantação doméstica e, a partir dela, produzir o medicamento. A da advogada carioca Margarete Brito foi a pioneira. A filha Sofia, de 8 anos, sofre de crises de epilepsia associadas a uma doença de origem genética. O problema não cedia aos medicamentos convencionais. O óleo de Cannabis foi uma bênção: aplacou 60% dos surtos. Os efeitos colaterais da maconha medicinal são benignos: só provocam polêmica.

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