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Campinas: Justiça aceita denúncia contra sete pessoas por morte de pacientes após ressonância magnética

Três pessoas morreram em janeiro depois se serem submetidas ao exame de imagem. Investigação policial apontou falha humana

A juíza Patrícia Pae Kim, da 1ª Vara Criminal de Campinas, aceitou nesta terça-feira a denúncia do Ministério Público contra sete pessoas acusadas de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) de três pacientes no Hospital Vera Cruz. As vítimas, dois homens de 36 e 39 anos e uma mulher de 29 anos, morreram em 28 de janeiro deste ano logo após realizarem exames de ressonância magnética no hospital da cidade.

Segundo investigações da Polícia Civil, os três pacientes receberam por engano uma injeção na veia de dez mililitros de uma substância química usada como isolante elétrico nas indústrias, que provocou parada cardiorrespiratória. Chamado perfluorocarbono, o produto que causou a morte dos pacientes era usado na clínica sem o conhecimento das autoridades, em ressonâncias de próstata, para melhorar a qualidades das imagens. Ele era inserido no reto ou colocado sobre a barriga em bolsas plásticas. A substância, porém, não pode entrar em contato com o sangue.

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Com o recebimento da denúncia, viraram réus no processo os dois donos da clínica Ressonância Magnética Campinas (RMC), os médicos José Luiz Cury Marins e Adilson Prando, e seus filhos, Marcos Marins e Patrícia Prando, administradores da clínica, que funciona dentro do hospital. Além deles, o promotor Carlos Ayres de Farias denunciou também uma enfermeira e dois auxiliares de enfermagem. Os sócios e administradores da clínica vão ainda responder por fraude processual, por omitir o uso do produto que provocou as mortes, o que teria atrapalhado as investigações.

(Com Estadão Conteúdo)