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Brasileiros não estão prontos para lidar com a morte, diz pesquisa

Levantamento mostra que a maioria dos brasileiros não está preparada para encarar a morte de um ente querido, embora saiba que é um fenômeno natural da vida

Por Da Redação Atualizado em 22 set 2018, 18h01 - Publicado em 22 set 2018, 17h51

O brasileiro se julga pouco preparado para enfrentar a morte. Apesar disso, 79,5% concordam que a morte é um fenômeno tão natural quanto crescer, e 81,2% acreditam que “a morte é a única certeza que temos”. O resultado é de um levantamento feito pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep). A pesquisa mostra que 68% dos entrevistados concordam com a frase “eu sei que a morte virá, mas não me sinto pronto para isso”.

Mesmo compreendendo a naturalidade do fim da vida, 82,4% das pessoas relacionam o acontecimento com um grande sofrimento e acreditam que não há nada mais dolorido que a perda de uma pessoa querida. Segundo o estudo, 75% dos entrevistados têm muito medo de perder alguém. Apenas 1,6% avaliaram não ter receio nenhum de que alguma pessoa próxima morra.

Tabu

Falar sobre a morte também não é muito presente no cotidiano dos entrevistados: 73,7% deles admitem que o tema tem sido evitado nas conversas. As pessoas com mais de 55 anos são as que mais falam sobre o assunto: 32,5% deles dizem tratar do tema cotidianamente. A porcentagem cai com a diminuição da faixa etária: de 45 a 55 anos, 29% falam sobre o tema no dia a dia; de 35 a 44 (26%); de 25 a 34 (26,4%); e de 18 a 24 (21%).

  • Dentre aqueles que falam sobre a morte, 53% têm como interlocutores os amigos; 43%, a mãe; 30%, o marido; 29%, o filho; 27%, a esposa; 27%, colega de religião; e 24%, o pai. O levantamento mostra que 55,3% têm ciência que conversar sobre a morte é importante, mas concordaram com a afirmação de que “as pessoas geralmente não estão preparadas para ouvir”.

    O levantamento entrevistou 1.000 pessoas em todo o país e será apresentado na próxima semana durante uma conferência internacional sobre a morte que reunirá psicólogos, médicos e doulas de cuidados paliativos. A pesquisa mostra que é cada vez menor o tempo que as pessoas passam em velórios e nos rituais de celebração dos entes.

    (Com Agência Brasil)

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