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Brasileiro se machuca mais indo ao trabalho ou ao voltar para casa

Por AE

São Paulo – O brasileiro está se machucando – e morrendo – menos no local de trabalho, mas está se acidentando muito mais indo ou voltando para casa. Enquanto a quantidade de acidentes no emprego caiu 6% entre 2008 e 2010 (de 441.925 para 414.824), o número de casos durante o trajeto residência-trabalho e vice-versa cresceu.

De acordo com os últimos dados do Ministério da Previdência, em 2010 foram 94.789 casos desse tipo de acidente – 5,1% a mais do que em 2009 (94.789) e 6,8% superior a 2008 (88.742). O número é 68% maior do que há 22 anos (em 1990 foram 56.343 casos) e 315% maior do que o registrado há 16 anos (em 1994 foram 22.824). �São acidentes que acontecem no trajeto casa/trabalho, em trânsito à serviço da empresa ou até durante o horário de almoço�, diz o coordenador-geral de Política de Seguro contra Acidentes do Trabalho e Relacionamento Interinstitucional (CGSAT), Luiz Eduardo Alcântara de Melo.

Em 2010, a maioria dos acidentes de trajeto ocorreu na região Sudeste, com 55.155 casos – 37.244 em São Paulo. A faixa etária que mais sofre é a de pessoas de 20 a 29 anos, que são 40,7% do total registrado. Os homens são as principais vítimas (65% e 61.567 casos; as mulheres sofreram 33.222 acidentes (35%). �Os números assustam e causam um prejuízo físico e material enorme ao trabalhador, à empresa também há o custo financeiro. Para o Sistema Único de Saúde ficam os gastos no tratamento de acidentes que poderiam ser prevenidos e à previdência cabe o pagamento dos benefícios�, diz o médico diretor de proteção ao paciente da Associação Médica Brasileira (AMB), Rogério Toledo Júnior.

A maior parte dos acidentes de percurso afeta partes múltiplas do corpo (11%), mas se destacam as lesões de joelhos (8,7%) e pés (8,6%). Em muitas situações, acarretam afastamento do trabalho. As informações são do Jornal da Tarde.

AE