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Brasileiro com maior renda come menos arroz e feijão

Ingestão de alimentos pouco saudáveis, porém, aumenta entre essa população

Por Da Redação 28 jul 2011, 11h04

O poder aquisitivo parece estar influenciando o consumo de uma mistura tipicamente brasileira, o arroz com feijão. Enquanto as classes mais baixas estão comendo mais esses grãos, eles têm sido menos frequentes na dieta das classes de maior poder aquisitivo, segundo dados levantados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda segundo a pesquisa, a população de maior poder aquisitivo apresenta uma redução na ingestão de diversos itens que compõe uma dieta saudável – com exceção das frutas e verduras -, enquanto passa a consumir mais refrigerantes e salgadinhos.

Na pesquisa, os entrevistados foram divididos em quatro grupos, de acordo com a renda per capita: até 296 reais; de 296 reais a 571 reais; de 571 reais a 1.089 reais; e mais de 1.089 reais. De acordo com o IBGE, o consumo diário de vários itens que constituem uma dieta saudável diminui à medida que a renda familiar per capita aumenta.

No caso do arroz, a ingestão diária foi de 168,1 gramas nas famílias com renda per capita até 296 reais, enquanto que na faixa acima de 1.089 reais caiu para 129,7 g. O mesmo padrão foi verificado no caso do feijão, que registrou consumo diário de 195,5g para a faixa de renda per capita inferior e de 127,5g para a faixa mais alta.

Já o consumo diário de alguns tipos de alimentos que indicam uma dieta inadequada – por apresentarem muita gordura, sal ou mesmo açúcar -, também aumentou com a renda. Os doces à base de leite foram menos consumidos pela faixa de renda mais baixa, 4,8 g, e mais ingeridos pela faixa superior, 7,6 g. O fenômeno foi observado ainda na ingestão de refrigerantes, 54,3 g (ou 54,3 ml) pela classe mais baixa, e 135,1 g (ou 135,1 ml) pela classe mais alta; pizzas, 0, 7g e 11,0 g; e salgados fritos e assados, 6,3 g e 16,6 g.

Pelo Brasil – De acordo com o IBGE, a região Centro-Oeste apresentou o maior consumo de arroz (195,4 gramas), carne bovina (88,1 gramas) e leite integral (45,4 gramas), por dia. O feijão se destaca no Centro-Oeste (206,2g) e Sudeste (218,1g) e a batata inglesa no Sudeste (23,2 gramas) e no Sul (18,6 gramas). O consumo de chá é maior na região Sul (147,6 gramas).

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No Nordeste, há grande consumo de milho e respectivas preparações (50,9 gramas) e do feijão verde ou de corda (22 gramas), que quase não é citado nas outras regiões. Já no Norte, destacam-se três produtos cujo consumo é muito baixo ou até inexistente no restante do país: peixe fresco e respectivas preparações (95 gramas), farinha de mandioca (46,2 gramas) e açaí (28,4 gramas).

Em relação ao consumo fora de casa nas regiões do Brasil, a batata frita tem uma ingestão muito maior no Nordeste (72,2%), do que nas demais regiões. No Sul, o destaque foi de outros pescados (69,5%), pães, bolos e biscoitos diet/light (48,3%) e linguiça (27,0%). No Norte, 91,5% do consumo de cerveja e 96,2% dos salgadinhos industrializados ocorreram fora do domicilio, da mesma forma que 72,6% do consumo de vinho no Nordeste.

(Com Agência Estado)

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