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Brasil tem mais cirurgiões plásticos por habitante do que os Estados Unidos

Segundo entidade médica, pacientes devem garantir que procedimentos cirúrgicos estéticos sejam realizados por profissionais reconhecidos pelo órgão

Um levantamento inédito feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e divulgado nesta terça-feira mostrou que, no Brasil, há um médico cirurgião plástico para cada 44.000 habitantes – número considerado elevado pelos especialistas. Os Estados Unidos, por exemplo, possuem um profissional para cada 50.000 pessoas. Os dados indicam ainda que, apesar disso, o Brasil é o segundo do mundo em número de realizações de cirurgias plásticas, com 1.592.106 procedimentos ao ano, ficando atrás dos EUA, onde são feitas 1.620.855 cirurgias desse tipo anualmente.

Ainda de acordo com o levantamento, São Paulo é a cidade brasileira com o maior número de cirurgiões do Brasil: são 12.508 no total, sendo que apenas 899 são especializados em plástica. A oferta abrangente, porém, vem junto com as chances de pacientes serem operados por médicos que não possuem o reconhecimento adequado da SBCP, o que aumenta o risco de erros cirúrgicos. O levantamento revelou que 95% dos processos de reclamação de cirurgias plásticas mal sucedidas registrados no Conselho Regional de Medicina de São Paulo foram realizados por médicos sem o título de especialista pelo órgão.

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Evitando erros – De acordo com o presidente da SBCP, José Horácio Aboudib Junior, o paciente que deseja fazer uma cirurgia plástica deve, primeiramente, ter certeza de que o médico que vai realizar o procedimento possui o título de especialista pela SBCP. Os médicos reconhecidos pelo órgão possuem uma formação de cerca de 11 anos – uma soma do período da faculdade de medicina e das residências em Cirurgia Geral e em Cirurgia Plástica. Além disso, eles precisam ser aprovados em um exame aplicado pela própria sociedade para obterem o título de especialista. “Alguns médicos usam o termo especialista em medicina estética, uma especialidade que não existe e não é reconhecida, para ludibriar seus pacientes”, diz. De acordo com ele, não há reconhecimento do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB) para esse segmento da medicina.