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Brasil passa a medir temperatura de viajantes de países afetados pelo ebola

Além disso, esses passageiros receberão informações sobre a doença e sobre o Sistema Único de Saúde (SUS)

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira novas medidas de monitoramento de viajantes vindos de países da África afetados pelo ebola, como Libéria, Serra Leoa e Guiné, na chegada ao Brasil. A decisão já começa a ser implementada no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Os viajantes receberão informativos – disponíveis em português, inglês, espanhol e francês – sobre a doença e o caráter universal e gratuito do Sistema único de Saúde (SUS). “É muito importante informar os viajantes que eles poderão procurar o SUS gratuitamente”, disse ministro da Saúde, Arthur Chioro. Os passageiros também terão informações de origem e temperatura registradas.

A nova medida, já adotada em países como Estados Unidos e Inglaterra, vai reforçar as ações de preparação do Brasil para a eventual suspeita de ebola. “Essas ações nos dão mais capacidade de trabalhar de forma articulada com os órgãos de saúde”, afirma o ministro. A medida serve como segundo bloqueio sanitário, já que todos que saem de áreas afetadas pela doença já são entrevistados na saída.

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Ampliação – A partir da segunda quinzena de novembro, os aeroportos do Galeão (RJ), e Pinto Martins (CE), em Fortaleza, também vão adotar o monitoramento. Junto com o Aeroporto de Guarulhos, os três são responsáveis por 97% da chegada de estrangeiros no Brasil.

Também está prevista a adoção das medidas nos aeroportos internacionais de Brasília (DF), Viracopos (SP) e Salvador (BA). As novas medidas de monitoramento no aeroporto foram testadas em um simulado nessa quinta-feira, em Guarulhos, com todos os órgãos envolvidos.