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Brasil lidera a lista de países na redução de número de fumantes

Estudo em 204 nações aponta que o mundo tem 1,1 bilhão de consumidores de cigarros e derivados do tabaco, mas brasileiros fumam menos

Por Sergio Figueiredo Atualizado em 31 Maio 2021, 11h39 - Publicado em 28 Maio 2021, 10h28

A população mundial está próxima de atingir a marca de 8 bilhões de habitantes e, deste número, mais de 1 bilhão são fumantes, sendo que a dependência do fumo foi responsável por mais de 7,6 milhões de mortes em 2019 − é o que aponta o mais recente estudo do periódico científico The Lancet, realizado em 204 países.

A pesquisa também revela que, apesar da redução do consumo em âmbito global, houve aumento em 20 países, entre os homens, e em 12 países, entre as mulheres, principalmente devido à entrada de jovens adultos no contingente de fumantes, o que comprovaria a falha ou inexistência de esforços nessas regiões para coibir o hábito na faixa etária entre 15 e 25 anos de idade.

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A lista de países com maior número absoluto de fumantes mescla nações desenvolvidas e em desenvolvimento, tendo a China encabeçando a fila com 341 milhões de consumidores de tabaco. A potência econômica asiática é seguida pela Índia (que tem 1,3 bilhão de habitantes, quase a mesma população da China), Indonésia, Estados Unidos, Rússia, Bangladesh, Japão, Turquia, Vietnã e Filipinas.

Em 2019 (portanto antes da pandemia), 1,14 bilhão de pessoas consumiram 7,41 trilhões de cigarros ou equivalentes, como charutos e cachimbos. Nos últimos 30 anos, houve aumento significativo de fumantes masculinos em países como Líbano, Arábia Saudita, Egito e Indonésia, e de mulheres na Rússia, Lituânia, Sérvia e Portugal, entre outros.

A boa notícia é que a maior redução na prevalência padronizada por idade (acima de 15 anos) de consumo de tabaco ocorreu no Brasil, seguido por Noruega, Senegal, Islândia, Dinamarca, Haiti, Austrália, Costa Rica, Canadá e Colômbia. Cigarros eletrônicos não entraram na metodologia e ainda não foram divulgados dados recentes com os efeitos da crise do novo coronavírus, mas estudos referentes a isso devem ser apresentados em 2022.

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