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Brasil já tem 1.364 casos da febre chikungunya

Transmissão da doença, que tem sintomas similares aos da dengue, foi confirmada em cidades da Bahia, Amapá, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul

Um levantamento do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira revelou que os casos de febre chikungunya no Brasil subiram para 1.364. O número se refere a diagnósticos feitos até 15 de novembro. No levantamento anterior, referente até 25 de outubro, haviam sido registrados 824 casos da febre no país.

Do total anunciado nesta terça-feira, 71 casos são importados, ou seja, de pessoas que contraíram a doença em outros países, como República Dominicana, Haiti, Venezuela e Guiana Francesa. As outras 1.293 pessoas diagnosticadas com a enfermidade não tinham registro de viagem internacional, o que significa que a chikungunya está se espalhando rapidamente no país. Desses casos, chamados de autóctones, 531 foram registrados no município de Oiapoque (Amapá), 563 em Feira de Santana (Bahia), 196 em Riachão do Jacuípe (Bahia), um em Matozinhos Minas Gerais), um em Pedro Leopoldo (Minas Gerais) e um em Campo Grande (Mato Grosso do Sul).

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Febre – A febre chikungunya é causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes aegypti (que também transmite a dengue) e o Aedes albopictus os principais vetores. Ela apresenta sintomas similares aos da dengue, como febre alta, mal-estar e dores nos músculos, ossos e articulações. A doença começa a se manifestar três a sete dias depois de o paciente ser picado.

A letalidade da chikungunya, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é pequena, sendo menor que nos casos de dengue. Ao contrário da dengue, porém, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas por até um ano.