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Brasil integra pesquisas com antiviral da Pfizer contra a Covid-19

Medicamento reduziu em 89% risco de internação ou morte pela doença. Ao todo, 29 centros do país participam de pacote de estudos

Por Paula Felix Atualizado em 5 nov 2021, 14h25 - Publicado em 5 nov 2021, 13h56

O Brasil integra o grupo de países que estão participando de um pacote de estudos com o antiviral oral Paxlovid, desenvolvido pela farmacêutica Pfizer, que apresentou capacidade de reduzir em 89% os riscos de internação ou morte por Covid-19 em um estudo preliminar divulgado nesta sexta-feira, 5. A pesquisa, de fase 2, contou com a participação de 1.219 pacientes adultos das Américas do Norte e do Sul, Europa, África e Ásia com diagnóstico laboratorial de infecção pelo vírus e com risco de evoluir para episódios graves.

Os ensaios tiveram início em julho deste ano. No Brasil, o número de participantes foi pequeno, porque um dos requisitos para participação era não ter tomado nenhuma dose da vacina e os pacientes precisavam ter mais de 60 anos e comorbidades como hipertensão, diabetes, obesidade e doenças pulmonares – estes estavam entre os primeiros grupos que receberam o imunizante no país. “É um dado excelente. O estudo teve dez óbitos no grupo controle e zero mortes do grupo que tomou medicação ativa. Foi no grupo de alto risco que mostrou esse benefício tanto quando tratou com três dias após os sintomas quanto com cinco dias. Finalmente, os laboratórios conseguiram um tratamento precoce realmente efetivo, comprovado por estudo”, diz o médico infectologista José Valdez Madruga, investigador principal do estudo no Centro de Referência e Treinamento (CRT) de São Paulo.

Os voluntários receberam uma combinação do Paxlovid com uma dose baixa de ritonavir. “O antiviral, que ainda é uma medicação experimental, inibe uma das enzimas que o vírus usa para se replicar, ele é um inibidor da protease. Ele precisa ser usado com o ritonavir, que funciona como um potencializador farmacocinético, é um booster. Quando o paciente toma, ele aumenta os níveis do medicamento no sangue. Os pacientes tomaram as medicações duas vezes ao dia durante cinco dias. O ritonavir é usado com os inibidores da protease para pacientes com HIV, mas é importante destacar que protease do HIV é diferente da protease da doença.”A farmacêutica informou que foram observados menos efeitos adversos graves e descontinuação do uso do medicamento entre os pacientes que receberam o antiviral em comparação ao grupo que recebeu placebo. Segundo a Pfizer, caso seja aprovado, o medicamento pode ser prescrito como tratamento domiciliar com o objetivo de diminuir casos de evolução da doença para formas graves, internações e mortes.

Pacote de estudos

De acordo com Madruga, 29 centros de pesquisa do Brasil estão participando de estudos com o antiviral. Além da pesquisa com pacientes de alto risco, que já foi encerrada, há um estudo com pacientes de baixo risco – que deve ser finalizado na próxima semana – e ainda há vagas para participação de uma análise com contactantes.

“Queremos avaliar a profilaxia pós-exposição com pessoas que tiveram contato domiciliar com familiares que tiveram a Covid-19 para verificar se o medicamento evita a infecção, mas as pessoas devem se apresentar para o estudo assim que receberem o diagnóstico positivo do familiar.” Para participar do estudo, o voluntário não pode ter recebido nenhuma dose da vacina contra a covid-19 e ser maior de idade. O contato para informações é o (11) 9-1313-3699.

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