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Bolsonaro diz que vai zerar imposto sobre vitamina D e zinco

Em publicação nas redes sociais, o presidente também contou que solicitou apoio à Índia para fornecimento de insumos para a produção da hidroxicloroquina

Por Da redação - 4 abr 2020, 17h06

Neste sábado, 4, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o governo federal irá zerar o imposto sobre zinco e vitamina D. Segundo ele, esses são medicamentos usados no tratamento de pacientes com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A vitamina D ganhou destaque na última semana, após um estudo feito pela Universidade de Turim ter sugerido que ela pode ser grande aliada na prevenção de casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. O documento aponta que a deficiência do nutriente foi um ponto em comum entre diversos pacientes infectados por coronavírus na Itália e os pesquisadores sugerem que o nutriente poderia prover uma maior resistência à infecção por Covid-19.

No entanto, a suplementação farmacêutica à base de vitamina D só deve ser feita mediante orientação médica, após exame de sangue que comprove deficiência de vitamina D. Formas naturais de garantir bons níveis da vitamina incluem exposição à luz solar e consumo de alimentos como peixes e ovos.

Já em relação ao zinco, o presidente não deu mais detalhes. Mas circula no WhatsApp uma notícia que uma combinação de vitamina C com zinco poderia prevenir a infecção por coronavírus.  No entanto, a página de combate às fake news do Ministério da Saúde afirma que a informação é falsa. “Até o momento, não há nenhum medicamento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”, explica o Ministério.

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Na semana passada, o governo já havia zerado o imposto de importação sobre medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina. A Resolução nº 22/2020, do dia 26 de março, elenca uma lista dos produtos que tiveram a alíquota de importação zerados. Além desses medicamentos, a lista inclui produtos como álcool etílico, oxigênio e dióxido de carbono medicinais; gaze, água oxigenada, lençóis de papel, luvas, esterilizadores e agulhas; equipamentos de oxigenação e de intubação, aparelhos de respiração artificial, termômetros, instrumentos e aparelhos para diagnóstico.

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Em outra publicação feita também neste sábado, 6, Bolsonaro disse que solicitou ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, apoio para que o Brasil continue recebendo os produtos farmacêuticos necessários à produção da hidroxicloroquina.

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O primeiro-ministro indiano também comentou a conversa com Bolsonaro. Em publicação no Twitter, Modi afirmou ter tido uma “conversa produtiva” com Bolsonaro sobre “como Índia e Brasil podem unir forças contra a pandemia de covid-19”. A Índia é uma importante produtora de insumos para remédios e a principal fornecedora mundial de medicamentos genéricos. Mas recententemente, o país restringiu a exportação de ingredientes farmacêuticos.

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Com Agência Brasil

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