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Bebês moderadamente prematuros têm mais problemas emocionais

Elas tem quase duas vezes mais chances de ter problemas comportamentais que as crianças que nascem dentro do período completo de gestação

Crianças que nascem pouco antes do previsto têm mais chances de ter problemas comportamentais e emocionais durante o período pré-escolar. É o que sugere um estudo publicado na edição on-line da revista científica Archives of Disease in Childhood.

Saiba mais

BEBÊ PREMATURO

Nascido com menos de 32 semanas de gestação.

MODERADAMENTE PREMATURO

Nascido entre 32 e 35 semanas de gestação.

GESTAÇÃO COMPLETA

Quando o bebê nasce entre 37 e 41 semanas de gestação.

GRAVIDEZ PÓS-TERMO

Quando o bebê nasce após 41 semanas de gestação.

Sabe-se que bebês que nascem muito prematuros (com menos de 32 semanas) tendem a ter mais alterações comportamentais do que aqueles que completaram o período total de gravidez (entre 37 e 41 semanas). Até agora, porém, não se sabia as consequências em bebês que nascem poucas semanas antes do previsto.

Para o estudo, pesquisadores holandeses acompanharam mais de 1.500 crianças com quatro anos de idade. Do total, menos de 1.000 crianças haviam nascido entre 32 semanas e 35 semanas, consideradas ‘moderadamente prematuras’. Elas foram submetidas a testes para avaliar o comportamento e o desenvolvimento emocional. Alguns componentes foram avaliados, entre eles o comportamento depressivo, agressividade e distúrbio de atenção. Além disso, atitudes como externar ou internalizar os sentimentos também foram consideradas pelos pesquisadores.

Os resultados mostraram que crianças moderadamente prematuras tinham 2,5 mais chances de interiorizar comportamentos problemáticos do que as crianças nascidas após o período completo de gestação. O estudo também mostrou que elas eram duas vezes mais propensas a ter queixas somáticas (condições com nenhuma causa fisiológica aparente) e quase duas vezes mais suscetíveis a ter problemas emocionais e comportamentais do que as outras crianças.

“Nossos resultados demonstram que crianças moderadamente prematuras têm mais chances de ter problemas comportamentais antes de entrarem na escola”, escreveram os autores. Para eles, a pesquisa ajuda a determinar as crianças que precisam de orientação específica para diminuir a incidências desses problemas antes do período escolar, reduzindo as consequências no futuro.