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Bactéria presente na saliva indica câncer no pâncreas, diz estudo

A descoberta pode levar a uma nova forma de detectar o tumor, mesmo em estágio inicial

Por Da Redação 18 Maio 2014, 13h25

Um estudo descobriu que pacientes com câncer de pâncreas possuem uma bactéria específica na saliva, ausente em pessoas saudáveis ou com outros tipos de tumor. A descoberta, relatada neste domingo no encontro anual da Sociedade Americana de Microbiologia, em Boston, nos Estados Unidos, pode servir de base para um possível teste que detecte a doença em estágio inicial.

O câncer de pâncreas é responsável por 2% de todos os tipos de câncer e 4% do total de mortos por essa moléstia. Como os sintomas só costumam aparecer nas etapas avançadas da enfermidade, o diagnóstico é normalmente tardio.

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Para realizar o estudo, os pesquisadores compararam a diversidade bacteriana da saliva de 131 pacientes, sendo 63 mulheres e 68 homens. Deles, catorze haviam sido diagnosticados com câncer de pâncreas, treze com doença pancreática e 22 com outras formas de tumores. Os resultados mostraram que os pacientes com câncer no pâncreas tinham níveis elevados das bactérias Leptotrichia e Campylobacter. Eles também possuíam baixos percentuais das bactérias Streptococcus, Treponema e Veillonella.

“Nossos resultados sugerem a presença de um perfil microbiano particular para o câncer no pâncreas”, diz Pedro Torres, coautor da pesquisa e professor da Universidade San Diego State, nos Estados Unidos. “Nós podemos ser capazes de detectar a doença em estágio inicial a partir da análise da quantidade dessas bactérias em amostras de saliva.”

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