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Atividade física pode evitar insuficiência cardíaca em idosos

Pesquisa identificou um risco menor da doença entre aqueles que se exercitavam com maior frequência

Por Da Redação 16 nov 2012, 13h29

Exercitar-se é um hábito que pode ajudar a prevenir uma série de complicações de saúde. No entanto, a prática nem sempre precisa ser seguida durante toda a vida – embora isso seja o ideal – para que esse efeito positivo ocorra. Um novo estudo feito na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas maiores do que 65 anos de idade que praticam alguma atividade física têm menos chances de sofrer de insuficiência cardíaca, uma condição que é mais comum entre idosos. Segundo os autores desse estudo, exercícios de intensidade moderada, como caminhada rápida, por exemplo, já são suficientes para produzir o efeito positivo. As conclusões foram publicadas na edição desta semana do periódico Journal of the American College of Cardiology.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Physical Activity, Change in Biomarkers of Myocardial Stress and Injury, and Subsequent Heart Failure Risk in Older Adults

Onde foi divulgada: periódico Journal of the American College of Cardiology

Quem fez: Christopher deFilippi,James de Lemos, Andrew Tkaczuk, Robert Christenson, Mercedes Carnethon, David Siscovick e outros

Instituição: Universidade de Maryland, Estados Unidos

Dados de amostragem: 2.933 pessoas maiores do que 65 anos de idade

Resultado: Idosos que praticam atividade física possuem menores níveis de marcadores biológicos que indicam o risco de insuficiência cardíaca

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Os pesquisadores selecionaram 2.933 pessoas com mais de 65 anos que não tinham insuficiência cardíaca e mediram os seus níveis de dois marcadores biológicos (marcadores são substâncias medidas para detectar alguma doença ou desequilíbrio no organismo) para a condição. Foram eles a troponina T, uma proteína envolvida no processo de contração muscular, e o peptídeo natiurético tipo-B, molécula liberada pelas células cardíacas. Uma grande quantidade dessas substâncias no organismo indica um maior risco de insuficiência cardíaca. Os níveis de atividade física que cada participante praticava também foram avaliados.

Os resultados indicaram uma relação inversa entre os níveis de atividade física que um participante realizava e os níveis desses dois marcadores biológicos em seu organismo. Ou seja, aqueles que se exercitavam com mais frequência apresentavam menores níveis de ambas as substâncias e, portanto, um menor risco de insuficiência cardíaca. Segundo o estudo, os indivíduos mais fisicamente ativos eram 70% menos suscetíveis a ter altos níveis de troponina T e 50% menos propensos a ter altos níveis do peptídeo natiurético tipo-B. “Nossas descobertas levantam a possibilidade de que os níveis de marcadores biológicos associados à insuficiência cardíaca podem ser alterados com a adoção de um estilo de vida saudável mesmo em idades mais avançadas”, escreveram os autores no artigo.

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O efeito benéfico dos exercícios em idosos tem sido demonstrado por vários estudos. Uma pesquisa americana publicada recentemente, por exemplo, mostrou que uma pequena quantidade de exercícios físicos regulares pode proteger idosos de perdas de memória que acontecem subitamente após uma infecção, doença ou lesão na velhice. Além disso, segundo indicou um trabalho sueco, pessoas com mais de 75 anos, mesmo aquelas que sofrem de alguma doença crônica, podem viver até cinco anos a mais se adotarem hábitos saudáveis – entre eles, atividades físicas, inclusive as realizadas nos momentos de lazer.

Saiba mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Pode acontecer em decorrência de qualquer doença que afete diretamente o coração. Acontece quando o coração bombeia o sangue de maneira ineficaz, não conseguindo satisfazer a necessidade do organismo, reduzindo o fluxo sanguíneo do corpo ou a uma congestão de sangue nas veias e nos pulmões. A insuficiência faz com que os músculos dos braços e das pernas se cansem mais rapidamente, os rins trabalhem menos e a pressão arterial fique baixa. A função do coração é bombear o sangue para o corpo e, depois, tirar o sangue das veias. Quando o coração bombeia menos sangue do que o normal, há uma fração de ejeção reduzida. Quando o coração enfrenta dificuldades em receber o sangue novamente, trata-se de uma fração de ejeção preservada, ou insuficiência cardíaca com dificuldade de enchimento do coração. Embora possa acometer pessoas de todas as idades, é mais comum em idosos.

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