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Atividade física intensa previne ganho de peso no futuro

Mulheres que se exercitam durante a juventude engordam menos que homens

“Todos se beneficiam da atividade física intensa, mas fiquei surpreendido com as diferenças entre os gêneros” – Arlene Hankinson, autora do estudo e professora de Medicina da Universidade de Northwestern

Exercícios físicos têm um impacto mais duradouro do que se pensava. Segundo um estudo realizado pelo departamento de medicina da Universidade Northwestern, os efeitos benéficos podem ser sentidos até a meia idade, principalmente nas mulheres. De acordo com a pesquisa, mulheres que realizam atividade física intensa quase todos os dias da semana ganham menos peso na meia idade.

Segundo os resultados, aquelas que se exercitaram com frequência moderada a intensa durante vinte anos ganharam quase seis quilos a menos do que as que praticaram atividade física leve. No caso dos homens, foram 2,72 quilos a menos para os que eram ativos no esporte. Para a pesquisa, os cientistas consideraram como atividade moderada a intensa um total 150 minutos por semana de exercícios como basquete, corrida, aula de ginástica, trabalho doméstico ou construção.

Os dados, levantados a partir de entrevistas com 1.800 mulheres e 1.700 homens, são os primeiros que mediram o impacto da atividade intensa em 20 anos, entre a juventude e a meia idade.

“Todos se beneficiam da atividade física intensa, mas fiquei surpreendido com as diferenças entre os gêneros”, disse Arlene Hankinson, autora do estudo e professora de Medicina da Universidade de Northwestern. “Não é que a atividade não tem efeito em homens, mas o efeito é maior nas mulheres. Agora, elas devem ficar especialmente motivadas”, disse.

Pode haver várias razões para a diferença entre os sexos. Segundo Hankinson, estudos prévios mostraram que os homens costumam superestimar suas atividades, mais do que as mulheres. Ou seja, eles não fazem tanta atividade física quanto eles dizem fazer. Além disso, homens que fazem parte do grupo de atividades intensas compensam o exercício comendo mais do que aqueles que não se exercitam muito.

A pesquisa foi publicada na edição de dezembro do Journal of American Medical Association.