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Atividade física ajuda no tratamento contra o câncer, mas oncologistas pouco discutem o assunto com pacientes

Levantamento da Clínica Mayo ainda concluiu que a maioria das pessoas com a doença desconhece os benefícios dos exercícios sobre os sintomas do câncer

Por Da Redação 29 ago 2012, 10h42

Embora inúmeros estudos tenham demonstrado os benefícios da atividade física sobre o tratamento e a recuperação de um câncer, os médicos oncologistas pouco discutem o assunto com seus pacientes, que ainda são relutantes em exercitar-se. Essas são as conclusões de um levantamento feito pela Clínica Mayo, nos Estados Unidos, e publicado neste mês no periódico Journal of Pain and Symptom Management.

A pesquisa, que analisou 20 pacientes diagnosticados com câncer de pulmão, ainda mostrou que quando a sugestão da prática de exercício físico vem direto do oncologista, os pacientes são mais propensos a levar a atividade a sério. “De maneira geral, essas pessoas não estão recebendo conselhos concretos sobre como a atividade física pode ajudá-los a manter a funcionalidade e melhorar os resultados do tratamento contra a doença”, diz Andrea Cheville, coordenadora do estudo.

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Além disso, as pessoas que já costumavam praticar alguma atividade física antes de serem diagnosticadas com câncer foram mais propensas a continuar se exercitando durante o tratamento contra a doença. O estudo também mostrou que a maioria dos indivíduos considera atividades do dia-a-dia, como jardinagem, por exemplo, como exercício suficiente para completar as recomendações diárias. “Grande parte dessas pessoas não sabe que as atividades diárias exigem o mínimo de esforço. Ou seja, nem tudo pode ser considerado como exercício moderado ou intenso”, afirma Cheville.

Benefícios desconhecidos – Segundo o levantamento, a maioria dos indivíduos entrevistados não sabia que a falta de atividade física pode contribuir para o enfraquecimento do corpo e para uma maior vulnerabilidade a outros problemas de saúde, especialmente a sintomas relacionados à doença. No artigo, os autores explicam que outras pesquisas já mostraram que o exercício pode reduzir em até 50% a recorrência dos cânceres de mama e cólon. Além disso, as atividades melhoram a mobilidade dos pacientes em tratamento, reduz a fadiga associada à doença e também evita que os indivíduos fiquem isolados em suas casas.

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