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Apenas 1 em cada 3 fumantes consegue abandonar o vício

Situações de estresse agudo, como perda do emprego ou divórcio, são as principais causas de recaída

Por Da Redação 30 Maio 2012, 17h52

Passar por uma situação de estresse agudo, como perder o emprego, divorciar-se ou enfrentar a morte de um familiar, é a principal causa de recaídas para tabagistas em tratamento. Dos 820 pacientes analisados por um estudo do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, 257 (31,3%) chegaram a parar de fumar por um tempo, mas retomaram o vício. E apenas 276 (33,7%) foram bem-sucedidos em largar o cigarro. Os demais ou abandonaram o tratamento ou nunca conseguiram parar de fumar.

O levantamento, apresentado em março deste ano durante o congresso da Society for Research on Nicotine and Tobacco, nos Estados Unidos, analisou a evolução clínica de pacientes inscritos no Programa de Assistência ao Fumante (PAF) – um software desenvolvido pela cardiologista Jaqueline Scholz Issa, diretora do Programa Ambulatorial de Tratamento do Tabagismo do Incor.

O programa permite a realização de análises retrospectivas do tratamento de cada paciente e busca características comuns àqueles que obtiveram sucesso ou insucesso no combate ao fumo. Outros dois gatilhos importantes apontados para a recaída, além do estresse agudo, foram a ansiedade intensa e o descuido (quando o paciente acredita que fumar um único cigarro não vai trazê-lo de volta ao vício).

“�Conhecendo mais detalhes sobre o tabagismo, poderemos alertar os pacientes sobre como essas situações de estresse e ansiedade interferem no tratamento. Voltar a fumar, embora possa aliviar momentaneamente o sofrimento e o desconforto, não vai resolver o problema: vai criar mais um”�, diz Jaqueline.

(Com Agência Estado)

Clique nas perguntas abaixo para saber como parar de fumar:

(Com reportagem de Alline Menegueti)

*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

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