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Anvisa vota amanhã proibição de cigarro com sabor

Restrição, se aprovada, irá abranger aditivos como menta e cravo, mas abrirá exceção ao uso de açúcar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vota nesta terça-feira a proibição de sabores nos produtos derivados de tabaco. Se aprovada, a resolução vai barrar o uso de substâncias como menta e cravo, que dão sabor ao cigarro e, segundo especialistas, fazem parte da estratégia da indústria do fumo para atrair os jovens. A resolução é o segundo item da pauta da reunião pública da diretoria colegiada da entidade, que começa às 14h30.

Em fevereiro deste ano, a Anvisa divulgou a resolução que estará em pauta na reunião. Segundo o documento, a proibição abrange os aditivos que dão sabor artificial aos cigarros, mas abre exceção ao uso de açúcar, que poderá ser utilizado nos produtos até o próximo ano, quando o assunto será retomado.

Indústria do tabaco – Associações patronais e sindicatos de trabalhadores da cadeia produtiva do tabaco, além de entidades públicas de municípios produtores, divulgaram nos últimos dias na imprensa um manifesto conjunto em repúdio à resolução. No texto, o grupo alega que não há estudo que aponte uma relação entre a incidência de fumantes na população e a participação de cigarros com sabor no mercado. “Também não há quaisquer evidências científicas de que esses tipos de cigarros trazem mais riscos à saúde quando comparados aos demais”, afirma, no texto.

De acordo com os representantes da indústria do tabaco, a proibição vai desestruturar a cadeia produtiva do setor, vai provocar demissões e incentivar o comércio ilegal de cigarros. O grupo pede, além da rejeição da medida, a formação de uma câmara técnica multidisciplinar no Congresso Nacional para discussão de uma nova proposta.

Procurada, a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) informou apenas que enviará representantes para acompanhar a votação.

*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

(Com Agência Estado)