Anvisa proíbe lote de canetas falsas de Mounjaro; saiba como descobrir se produto é ilegal
Medida foi adotada devido inconsistência no rótulo de um lote específico; veja recomendações para não comprar produtos falsificados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira, 30, a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro, usado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
Segundo a resolução, publicada no Diário Oficial da União, a Eli Lilly, farmacêutica que detém o registro do Mounjaro, comunicou à Anvisa a identificação, no mercado, de uma unidade com o lote “D881474”. O produto, porém, apresenta o número de série 302199651396, incompatível com o cartucho original do medicamento, um indício de falsificação.
A Anvisa determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição e o uso apenas dessas unidades falsificadas. A medida, portanto, não abrange as unidades autênticas regularmente fabricadas pela empresa.
Como saber se uma “caneta emagrecedora” é falsificada
Canetas antiobesidade falsificadas estão sendo alvo de diversas operações de apreensão da Polícia Federal em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os remédios falsificados são aqueles que tiveram sua identidade, origem, composição, embalagem, rotulagem ou qualquer outra característica adulterada ou fraudada para induzir consumidores e profissionais de saúde ao erro.
Em nota sobre um caso de falsificação do Ozempic registrado ainda em 2024, o órgão orienta a desconfiar de sites e canais para comercialização de medicamentos que usam os nomes das marcas ou que adotam aplicativos de vendas e redes sociais para ofertar os produtos. “Não adquira medicamentos oferecidos em grupos de mensagens”, acrescenta a agência.
A principal recomendação da Anvisa é comprar medicamentos apenas em farmácias e drogarias regularizadas e sempre exigir a nota fiscal. Produtos vendidos em redes sociais, aplicativos de mensagens ou por vendedores sem autorização representam um alto risco de falsificação.
Também é possível consultar, na embalagem, se o medicamento possui registro válido na Anvisa. Medicamentos falsificados podem conter doses incorretas do princípio ativo, substâncias desconhecidas ou até não conter o medicamento, comprometendo a eficácia do tratamento e colocando a saúde do paciente em risco.
Para verificar se um medicamento é autorizado pela Anvisa, basta acessar a página oficial Consultas Anvisa. Na caixa do remédio, busque pelo nome do produto ou número do CNPJ da empresa que fabricou o medicamento. Se a plataforma indicar que seu status é “ativo” ou “válido”, o produto está regularizado, ou seja, é autorizado pela Anvisa. Já se estiver “inativo” ou “inválido”, significa que o medicamento não está regularizado e seu uso é proibido pela agência.
Em caso de suspeita de falsificação, a orientação é não utilizar o produto e comunicar imediatamente a Anvisa e a empresa fabricante.
Além disso, vale lembrar que esses medicamentos só devem ser utilizados após indicação médica. Dose, indicação, contraindicações, efeitos adversos, histórico de saúde e risco de falsificação precisam entrar na conversa com o médico.







