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Anvisa processará rede de cosméticos por usar Cannabis em hidratante

De acordo com a agência, empresa desobedeceu resolução que proíbe a produção de cosméticos com substâncias narcóticas

A fabricante diz que a matéria-prima do hidratante não possui o THC, portanto não seria entorpecente

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai abrir processo administrativo contra a rede de cosméticos Empório BodyStore pela venda de creme hidratante à base de Cannabis sativa, planta a partir da qual se produz a maconha. De acordo com a agência, a empresa desobedeceu resolução que proíbe a produção de cosméticos com substâncias narcóticas. A BodyStore, com sede em Porto Alegre, pode receber desde uma advertência até multa de 1,5 milhão de reais.

O centro da polêmica é o creme Body Butter Hemp, vendido a 53,90 reais. O hidratante é feito com “legítima manteiga extraída das sementes do cânhamo, que é conhecida por auxiliar na regeneração da pele seca”, diz texto no site da BodyStore.

Segundo a Anvisa, cosméticos do tipo têm registro simplificado – a empresa faz uma notificação eletrônica e assina termo de responsabilidade, garantindo a segurança e eficácia do produto -, por isso não há análise prévia da venda. A Body Store informa que a matéria-prima do hidratante tem registro na Comissão Europeia e não possui o THC (Tetraidrocanabinol, substância psicoativa presente na Cannabis), portanto não seria entorpecente.

(Com Agência Estado)