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Anvisa e Butantan se reúnem para discutir uso de CoronaVac em crianças

Pedido realizado em agosto foi rejeitado pela agência "por limitação de dados"; novo encontro deve ser realizado nesta semana

Por Paula Felix 8 nov 2021, 12h05

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan estão realizando uma nova rodada de reuniões para apresentação de dados de estudos sobre o uso da vacina CoronaVac em crianças. Em agosto, um pedido foi rejeitado pela agência “por limitação de dados”. Na última sexta-feira, 5, o instituto apresentou informações de pesquisas conduzidas na China, onde o imunizante já é aplicado em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. Uma nova reunião deve ser realizada nesta semana para dar continuidade à discussão.

A Anvisa informou que o Butantan ainda não fez um novo pedido para inclusão do grupo. “É fundamental que os estudos realizados na China indiquem claramente uma relação favorável para o uso da vacina, especialmente nas crianças situadas na faixa de 3 a 12 anos de idade”, informou, em comunicado, a agência. O órgão explicou ainda que sua equipe técnica “reforçou a necessidade de apresentação dos resultados completos de imunogenicidade e duração da proteção da vacina CoronaVac para que possam ser avaliadas novas indicações de faixa etária.”

Em julho, o Instituto Butantan destacou os resultados de estudos de fase 1 e 2  com 550 crianças realizados pela Sinovac, farmacêutica chinesa com a qual o instituto tem parceria, e publicados na revista científica The Lancet Infectious Diseases. Eles apontaram segurança e capacidade de produzir resposta imune contra a Covid-19. No estudo de fase 2, 100% dos voluntários que receberam duas doses de três microgramas apresentaram anticorpos no sangue. Os ensaios clínicos de fase três estão em andamento.

Na semana passada, durante coletiva de imprensa, o presidente do Butantan, Dimas Covas, afirmou que cerca de 70 milhões de crianças e adolescentes já foram imunizados com a vacina. Além da China, Chile e Colômbia aplicam o imunizante nessa faixa etária. “Existe um perfil de segurança demonstrado. Esses dados têm sido oferecidos quase que online para a Anvisa à medida em que são gerados. Estamos nesse processo e esperamos que haja um entendimento da Anvisa de que essa é uma vacina que tem o seu perfil de segurança demonstrado, principalmente para essa população, e que ela possa também autorizar o seu uso”, afirmou na ocasião.

Vacinação de crianças nos EUA

Nos Estados Unidos, a vacina contra a Covid-19 da farmacêutica Pfizer está sendo aplicada na população entre 5 e 11 anos. O imunizante recebeu autorização para uso emergencial da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, no dia 29 de outubro.

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