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Anvisa atualiza lista de restrições de voo para países da África

Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia foram adicionados à lista

Por Redação 28 nov 2021, 11h15

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na noite de ontem (27), uma nota técnica complementar que inclui mais quatro países africanos na lista de restrição de voos e desembarque no Brasil. São eles Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.

Segundo a agência, passageiros que estiveram nesses países podem ser portadores da variante Ômicron do novo coronavírus, que já foi identificada na Europa, mas que ainda não foi amplamente estudada. Para que a restrição de voo seja colocada em prática, a Anvisa depende de portaria conjunta com a Casa Civil, Ministério da Saúde e Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A Anvisa já havia emitido nota técnica recomendando que visitantes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue não desembarcassem no Brasil. Outros países, como Estados Unidos, Inglaterra, Holanda e França já estabeleceram medidas similares.

Nova variante 

O primeiro caso conhecido de Covid-19 provocado pela nova cepa foi registrado no dia 9 de novembro. A OMS foi informada pela África do Sul na quarta-feira, 24. Segundo a entidade, a situação epidemiológica no país é caracterizada por três picos de casos, o último causado predominantemente pela variante Delta. No entanto, nas últimas semanas houve subida consistente de casos, coincidindo com a detecção da Ômicron.

De acordo com documento da OMS, a cepa tem um número considerável de mutações. Evidências preliminares sugerem que ela apresenta maior risco de reinfecção em comparação às demais.

Impacto da Ômicron

VEJA conversou com o infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) sobre o impacto da Ômicron na pandemia. Para o médico, uma nova variante que seja muito diferente, com alta infectividade e transmissibilidade, é o pior cenário que pode acontecer. “Só saberemos se este é o caso da Ômicron quando mais estudos forem feitos”, disse.

Com informações da Agência Brasil

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