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Anvisa apreende medicamento contra impotência falsificado

Agência determinou apreensão de lotes pirateados de Cialis

Por Da Redação - 9 jul 2012, 20h47

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução no Diário Oficial da União anunciando a apreensão de lotes falsificados do medicamento Cialis 20mg, contra disfunção erétil. A agência foi avisada pela empresa Eli Lilly do Brasil Ltda, fabricante do produto, sobre a existência de amostras do remédio sendo comercializadas clandestinamente no país. As unidades a serem apreendidas não apresentam marcação de lote no blister e têm a impressão EXP 102014 na embalagem.

A agência diz que o recolhimento dos medicamentos falsificados é uma medida de interesse sanitário, uma vez que o seu consumo pode trazer inúmeras consequências para a saúde da população. Uma delas é o risco de paciente não obter o efeito desejado, já que o remédio não contém o princípio ativo original. No entanto, o consumo pode trazer resultados ainda mais perigosos. O paciente pode se expor à ingestão de substâncias desconhecidas, já que não se sabe o que os falsificadores adicionam às pílulas.

Segundo a Anvisa, essa não é a primeira vez que lotes falsificados do produto são apreendidos no Brasil. No último ano, pelo menos outras quatro apreensões do Cialis foram feitas. Os medicamentos contra disfunção erétil estão entre os mais pirateados no Brasil, por causa de sua alta procura e preço. No ano passado a Anvisa apreendeu 883 comprimidos e 43 ampolas de medicamentos falsificados.

Heparina – A Anvisa também determinou a suspensão de oito lotes de heparina injetável, um anticoagulante. Neste caso, no entanto, não se trata de falsificação. A própria fabricante constatou um desvio de qualidade nos lotes e fez o alerta para a agência brasileira. Os outros lotes do produto continuam regulares.

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