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Ansiedade e stress estão relacionados a casos graves de câncer, diz pesquisa

Estudo feito em camundongos mostrou que fatores emocionais contribuem para o surgimento tipos mais invasivos da doença

Por Da Redação 26 abr 2012, 12h05

Ansiedade e stress podem estar ligados ao surgimento de tipos de câncer mais graves, de acordo com uma nova pesquisa feita com animais e publicada nesta quarta-feira no periódico PLoS One. O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que, entre os camundongos que foram expostos a raios ultravioletas, os mais ansiosos foram os únicos a desenvolverem um tipo mais invasivo da doença.

De acordo com os autores da pesquisa, é importante diferenciar o stress ‘bom’ do ‘ruim’. O primeiro é aquele que motiva o funcionamento do sistema imunológico, preparando o corpo para enfrentar doenças, e pode ser exemplificado pela ansiedade antes de uma apresentação importante no trabalho. Já o stress ‘ruim’ rompe a capacidade de o organismo lutar contra esses ‘inimigos’ e enfraquece o corpo.

A pesquisa – Para avaliar a ansiedade dos animais, os cientistas realizaram experimentos em camundongos, colocando-os em situações em que eles tinham que cumprir uma tarefa ao mesmo tempo em que precisavam fugir de algum elemento que apresentava perigo. Após serem classificados como ansiosos ou não, os camundongos, que não tinham pelos, foram expostos a raios ultravioleta em sessões de dez minutos cada, três vezes por semana e ao longo de dez semanas. Essa exposição é semelhante a de seres humanos que passam muito tempo ao sol, de acordo com a pesquisa, o que permite que o modelo de câncer criado se assemelhe ao de humanos.

Embora todos os camundongos tenham eventualmente desenvolvido câncer de pele – o que já era esperado – os animais que foram classificados como os mais ansiosos tiveram mais tumores e foram os únicos a serem acometidos por formas invasivas da doença. Além disso, eles mostraram uma resposta imunológica mais fraca em frente ao câncer do que os outros.

“O diagnóstico e o tratamento do câncer geram stress e ansiedade, mas esse estudo mostra que esses fatores podem também acelerar a progressão da doença, acarretando um ciclo vicioso”, diz Firdaus Dhabhar, coordenador do estudo, que chama a atenção para o fato de que a pesquisa ainda deve ser realizada em humanos para que as conclusões sejam consistentes. Segundo o cientista, o próximo passo de sua equipe será analisar os efeitos positivos da redução do stress e da ansiedade no tratamento de pessoas diagnosticadas com câncer. “Nós realmente pretendemos aproveitar a mente e o corpo do paciente para fazer tudo o que a medicina pode para conseguir o sucesso do tratamento”.

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