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Análise do hálito pode ajudar a detectar câncer de pulmão

Estudo mostra que ar expelido pelos pulmões pode diferenciar nódulos pulmonares benignos e malignos

Um estudo piloto publicado na revista Journal of Thoracic Oncology mostrou que o teste do hálito pode ser usado para diferenciar entre nódulos pulmonares benignos e malignos. Os cientistas do Instituto de Tecnologia de Israel‎ (Technion) coletaram o ar expelido pelos pulmões de 74 pacientes, que tiveram nódulos detectados por meio de exames de tomografia computadorizada.

Com todas as amostras de ar coletadas, os pesquisadores procuraram compostos orgânicos que fossem indicativos da presença do câncer. Depois disso, esses pacientes passaram pelos procedimentos invasivos normalmente usados para detectar se os nódulos são malignos, como a biópsia cirúrgica ou a broncoscopia, que usam aparelhos de fibra ótica para visualizar o pulmão por dentro.

Ao comparar os resultados dos dois testes, eles descobriram que a análise do ar detectou de forma correta 53 nódulos pulmonares malignos e 19 benignos. Segundo os pesquisadores, esse tipo de análise pode ajudar a solucionar alguns dos problemas causados pela tomografia computadorizada. Quando foi introduzida, a técnica reduziu a taxa de mortalidade do câncer de pulmão em 20%. No entanto, muitas pessoas tem de ser submetidas a procedimentos invasivos para descobrir se os nódulos detectados pela tomografia são cancerosos.

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O novo teste do hálito pode servir como um exame secundário para pacientes que tiverem nódulos detectados em testes de tomografia computadorizada. No entanto, os cientistas destacam que essa é uma pesquisa inicial, que precisa ser realizada em mais pacientes para que tenha seus resultados confirmados.