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Aeroportos do Brasil farão alerta sobre o ebola

Medidas anunciadas pelo governo incluem informar passageiros sobre a doença e orientar profissionais de saúde caso haja caso suspeito no país

Por Da Redação 8 ago 2014, 16h36

Aeroportos brasileiros vão passar a veicular mensagens de alerta aos passageiros sobre os riscos do vírus ebola a partir deste sábado. A ação integra um pacote de medidas adotado pelo governo horas depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a atual epidemia da doença na África Ocidental uma emergência de saúde internacional. Até agora, foram registrados 1.711 casos e 932 mortes pela infecção em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria.

Não haverá restrição de viagens para áreas afetadas. A decisão, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, segue as recomendações feitas pela própria OMS. Segundo ele, na avaliação do governo é improvável que exista um surto da doença no Brasil.

“Não há risco de transmissão de ebola no Brasil. Não vamos fazer restrições de viagens e vamos continuar a investigação e a vigilância epidemiológica dos viajantes”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Ele recomendou que profissionais de saúde brasileiros não viajem para a região afetada sem que haja um pedido oficial de autoridades sanitárias do Brasil.

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Vigilância – Jarbas Barbosa esclareceu que a doença é transmitida somente quando o paciente já está com sintomas: febre, vômito e hemorragias. Caso a pessoa apresente o problema durante uma viagem, a tripulação do avião deve adotar uma série de medidas para isolá-la e avisar autoridades sanitárias antes do desembarque. Nessas ocasiões, o avião deve ser levado para uma área remota e o paciente, deslocado para um hospital de referência.

O Ministério da Saúde enviou esta semana para os Estados recomendações sobre como proceder em casos de suspeita de ebola. São considerados suspeitos pacientes que passaram, nos últimos 21 dias, por países de incidência da doença e que tenham tido febre com sinais de hemorragia, além de viajantes e profissionais de saúde que tiveram contato com pessoas doentes. Caso um paciente seja identificado, uma equipe do Ministério da Saúde será encaminhada para o local.

Isolamento – A recomendação é a de que o paciente infectado permaneça em isolamento, em um hospital de referência, e que o material utilizado em seu tratamento seja descartado. Além disso, pessoas que virem a ter contato com o doente devem ser acompanhadas e examinadas. Os testes serão encaminhados para o Instituto Evandro Chagas, o único no país com condições de fazer a identificação em condições de segurança.

Segundo Jarbas Barbosa, as providências mais restritivas foram recomendadas pela OMS aos países que vivem epidemia de ebola, e não ao restante do mundo. A partir de agora, todas as pessoas que tentarem embarcar de Serra Leoa, Guiné e Nigéria para outros países serão entrevistadas. Caso elas se encaixem em um perfil de suspeito, passarão por outra entrevista e, se necessário, serão encaminhadas para tratamento e impedidas de viajar. Brasileiros que estão no local serão orientados a não ir para o interior e a não ter contato com pessoas suspeitas da doença.

(Com Estadão Conteúdo)

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