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Adesão à greve dos residentes é de apenas 1% no estado de São Paulo

Segundo a Associação Nacional dos Médicos Residentes, nesta quinta-feira cerca de 70% dos bolsistas irão se unir ao movimento

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou na tarde desta quarta-feira que, dos 4.000 médicos residentes do Sistema Único de Saúde do estado, apenas 1% aderiu à paralisação que teve início na última terça-feira. “A greve não está afetando os atendimentos na rede estadual de saúde”, informou em um comunicado. De acordo com Guilherme Salgado, vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), esse número deve subir para 70% nesta quinta-feira.

“A partir de amanhã, todos os demais serviços que atendem o SUS, como o Hospital das Clínicas, o Hospital do Servidor Público, a Santa Casa, a Unicamp e a Unesp de Botucatu irão aderir à greve”, diz Salgado. De acordo com a ANMR, os residentes dessas instituições ainda não tinham paralisado por não terem cumprido as 72 horas de aviso prévio à diretoria clínica.

Reivindicações – Os médicos residentes pedem 38,7% de reajuste na bolsa-auxílio (remuneração para residentes), que vale hoje 1.916,45 reais. Em nota, o Ministério da Saúde e da Educação informou que ofereceu aumento de 20%, mas apenas a partir do orçamento de 2011. Os médicos pedem ainda a ampliação do período de licença maternidade de quatro para seis meses e a criação de licença paternidade de cinco dias.