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A cena tão esperada: o retorno às aulas presenciais em São Paulo

Com 80% da população paulista duplamente vacinada e a queda consistente nos números de casos e mortes por Covid-19, deu-se o novo e cuidadoso passo

Por Sabrina Brito Atualizado em 22 out 2021, 09h39 - Publicado em 23 out 2021, 08h00

Poucas imagens eram tão esperadas e são tão simbólicas da retomada da vida normal em tempo de pandemia quanto a das salas de aula com alunos sentados nas carteiras. Na segunda-feira 18, as aulas presenciais foram retomadas de forma obrigatória em escolas públicas e particulares do estado de São Paulo. Com 80% da população paulista duplamente vacinada (no Brasil, o índice chega a pouco mais de 50%) e com a queda consistente nos números de casos e mortes em decorrência da Covid-19, deu-se o novo e cuidadoso passo. A partir de 3 de novembro, deixará de ser exigido o distanciamento de 1 metro nas instituições educacionais, assim como o rodízio de estudantes. Máscaras ainda são compulsórias. É movimento que se espalhará pelo país. Os únicos alunos afeitos a continuar com o ensino remoto serão aqueles sem a vacinação completa, com atestado médico e que fazem parte do grupo de risco. Embora a obrigatoriedade das aulas presenciais seja recente, boa parte das escolas particulares de São Paulo, como o Colégio Humboldt, já vinha recebendo grande número de seus alunos desde o início do segundo semestre, com afastamento e rígido controle sanitário. No sistema público, contudo, a realidade é outra: de acordo com a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, somente uma em cada quatro escolas estaduais seria capaz de manter o distanciamento entre os estudantes com capacidade máxima. No pós-pandemia, o Brasil precisará lidar com defasagens históricas e constrangedoras, que vinham de antes e o vírus ampliou.

Publicado em VEJA de 27 de outubro de 2021, edição nº 2761

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