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Veja Essa

As frases que marcaram a semana

Pessoas consagradas, escolhidas por Deus para guiar almas no caminho da salvação, deixaram-se dominar por sua fraqueza ou enfermidade humana e assim se tornaram instrumentos de Satã.

PAPA FRANCISCO, no fim da reunião de cúpula no Vaticano que discutiu abusos sexuais por parte de religiosos, um crime contra o qual prometeu “combate total”. Apesar das palavras fortes, o papa decepcionou ao não anunciar medidas concretas

Tucanaram o apadrinhamento.

MAJOR OLiMPIO, líder do PSL no Senado, ironizando o “banco de talentos”, nome dado pelo governo a indicações de políticos para cargos públicos

Não podemos ser dogmáticos, isso seria um retrocesso.

ROMEU ZEMA, governador de Minas Gerais pelo Partido Novo, ao instalar seu próprio “banco de talentos” — que coisa antiga — no preenchimento de vagas estaduais

Não devemos nos perder com essas coisas bobas.

RONALDO CAIADO, governador de Goiás (DEM), rebaixando à categoria de bobagem as denúncias de uso de laranjas na campanha do partido do governo, o PSL, e a queda do ministro Gustavo Bebianno

Esses terroristas vão continuar sendo abatidos.

WILSON WITZEL, governador do Rio de Janeiro, defendendo a ação da PM, diante das críticas ao aumento do número de mortes em intervenções policiais

Um homem de visão, um estadista.

JAIR BOLSONARO, presidente, em cerimônia na hidrelétrica binacional de Itaipu em que fez questão de prestar sua “homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”, ditador do Paraguai por longos e repressivos 35 anos

Nós, legisladores, nos preocupamos com a preservação da tartaruga, do macaco-prego, da baleia, entre outros animais em risco de extinção. Por óbvio, é de suma importância centrar atenção também em nós, seres humanos, machos e fêmeas.

PASTOR SARGENTO ISIDÓRIO, deputado federal (Avante-BA), ao justificar a proposta de criação do Dia do Orgulho Heterossexual — ideia já defendida no Rio de Janeiro pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC)

 (Fábio Rocha/TV Globo)

Olhar apenas o corpo é uma maneira pobre, triste, de vê-la.

ERIKA MOURA, a Globeleza das vinhetas globais, querendo que reparem na “diversidade e alegria do Carnaval” contidas na sua personagem. Então, tá

Lembrem-se de que telefone era meio de luxo. Privatizamos, e hoje entregador de pizza, todo mundo tem telefone. Prostituta… Todo mundo marca seus programas pelos meios digitais. É progresso para todo mundo.

PAULO GUEDES, ministro da Economia

Moral da história: a única pessoa insubstituível numa novela é o autor.

AGUINALDO SILVA, autor de novela, relatando nas redes sociais o trabalhão que teve para reescrever cenas de O Sétimo Guardião por causa da internação do protagonista, Bruno Gagliasso, vítima de cálculo renal

Impedir o comércio sexual adulto não é tarefa da Justiça Criminal.

RICHARD GOTTFRIED, deputado estadual de Nova York, sobre o projeto que pretende “descriminalizar, desencarcerar e desestigmatizar a prostituição” no estado americano

Ela está grávida? É meu?

PRÍNCIPE HARRY, fazendo gracinha ao ouvir sua mulher, Meghan, ser cumprimentada pela gravidez de sete meses, em visita ao Marrocos

Eles se sentem na situação de estar vendo a esposa perfeita, com dotes culinários, formada, com MBA no exterior, uma mãe de filhos maravilhosos, mas parece que tem um teste de aids positivo.

LUIS PAULO ROSENBERG, diretor de marketing do Corinthians, explicando a dificuldade do time em vender direitos de nome (os chamados naming rights) do estádio de Itaquera com uma comparação excepcionalmente infeliz. Ele se demitiu

Hoje o fumante é visto como um subversivo no tempo da ditadura.

MARTINHO DA VILA, compositor de 81 anos, que fuma “uns cinco cigarros por dia”

Eu não ando com dinheiro. Nunca. Se eu estiver sozinho e tiver 10 reais na carteira, sei que vou atrás da droga.

FLÁVIO DONIZETE, jogador de futebol que deixou a carreira por causa do vício em cocaína, do qual está se recuperando, mas se cerca de cuidados para não ter uma recaída

Publicado em VEJA de 6 de março de 2019, edição nº 2624