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Quatro medidas de governos passados que estão na mira de Bolsonaro

Governo diz preparar uma norma para aposentar a tomada de três pinos. Presidente também declarou ter vontade de anular a placa do Mercosul

– Tomada de três pinos
Trata-se de um dos principais temas incluídos na lista negra do atual governo, que diz preparar uma norma para aposentar o negócio. A “tomada do PT”, como membros da equipe de Bolsonaro chamam o equipamento, foi adotada em 2011 sob o argumento de que aumentaria a segurança das redes elétricas. Mas esse efeito positivo sempre foi controverso entre os especialistas. Como se isso não bastasse, grande parte da população nunca se acostumou com a troca.

– Novo acordo ortográfico
Em 2008, o ex-presidente Lula sancionou a medida como forma de promover “o reencontro do Brasil consigo mesmo”. Um dia após o anúncio da extinção do horário de verão, Filipe Martins, assessor especial de Bolsonaro, foi às redes sociais para comemorar a mudança e dizer que uma das próximas na fila seria o fim do acordo ortográfico. Uma audiência pública para discutir o assunto será realizada na Câmara dos Deputados, em data ainda não definida.

– Urnas eletrônicas
Quando candidato, Bolsonaro criticou a segurança do modelo em inúmeras ocasiões. Afirmou também que, se eleito, iria propor ao Congresso uma mudança no sistema. Uma das ideias em estudo envolve reutilizar as máquinas existentes para aplicar uma tecnologia que permite a comprovação do voto por meio impresso.

– Placa Mercosul
Em 2014, durante o governo Dilma Rousseff, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) divulgou uma resolução que previa a implementação do novo tipo de emplacamento até janeiro de 2016. Desde então, a data para a mudança foi adiada seis vezes — uma delas já na atual gestão. Em março, Bolsonaro declarou ter vontade de anular a placa do Mercosul. O presidente a definiu como “um constrangimento, uma despesa a mais”.

Publicado em VEJA de 3 de julho de 2019, edição nº 2641