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Mérito da Lava-Jato

O país sobe no ranking do Fórum Mundial

Pelo menos em um aspecto o Brasil se destacou na última edição do Relatório Global de Competitividade do Fórum Econômico Mundial: o combate à corrupção. No pilar que avalia a questão ética — a saúde das instituições —, o país pulou do posto 120 para o 109, avançando onze posições. É ainda um lugar incômodo, mas menos ruim por mérito da Lava-Jato e de outras investigações anticorrupção. Com essa evolução, o Brasil freou uma sequência de quatro anos de queda no ranking geral e subiu uma posição, passando do 81º para o octogésimo lugar. O estudo leva em conta 114 indicadores em doze pilares, que avaliam fatores sociais, econômicos e políticos para medir a produtividade e a prosperidade de 137 países.

O Brasil faz feio em pontos como a estrutura tributária e a ineficiência do Estado. Em gastos do governo, ficou na posição de número 133. O relatório considerou dados de 2016. As reformas e os ajustes na economia poderão ter impacto positivo no próximo relatório. Há nove anos a Suíça lidera, seguida por Estados Unidos e Singapura. A surpresa no topo da lista foi Hong Kong, que subiu três posições e chegou à sexta colocação, acima de Reino Unido, Japão e Suécia. A região autônoma chinesa ganhou pontos por ter simplificado as leis trabalhistas.

Publicado em VEJA de 4 de outubro de 2017, edição nº 2550