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Leitores: estupro na Igreja, Duvivier e escravidão

As mensagens que chegaram à redação na última semana

Assuntos mais comentados

  • Fabrício Queiroz
  • Estupro na Igreja
  • Gregório Duvivier (entrevista de Páginas Amarelas)
  • J.R. Guzzo

FABRÍCIO QUEIROZ

VEJA conseguiu o que a Polícia Federal não conseguiu: encontrar o Queiroz. Imagino que os Bolsonaro não tenham curtido (“O fim do mistério”, 4 de setembro).
Arlindo Cirino
São Paulo, SP (via Instagram)

Os Bolsonaro deveriam fazer mais e falar menos.
Francisco Carlos de Matos Lima
Taguatinga Norte, DF


PECADOS NA SACRISTIA

Absurdos e revoltantes a violência e os estupros praticados contra um jovem, carente e indefeso, pelo padre Bartolomeu da Silva Paz, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Monte Serrat, da Zona Oeste da cidade de São Paulo (“Pecados na sacristia”, 4 de setembro). Entretanto, mais preocupante e lamentável foi a atitude da Comissão de Investigação Prévia, que, segundo o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, agiu com “seriedade e imparcialidade”, ao acusar a vítima de fumar maconha e roubar dinheiro da paróquia. E o padre estuprador continua livre para praticar outros abusos e crimes, “exercendo o sacerdócio” (!!!) em outra paróquia de São Paulo, a Igreja de Santa Cecília.
Luiz Antônio Alves de Souza
São Paulo, SP


GREGÓRIO DUVIVIER

Gregório Duvivier diz o seguinte nas Páginas Amarelas de VEJA (“Piada pronta”, 4 de setembro): “Nunca estive alinhado ao poder. Atuo sempre na oposição”. Mas ele e grande parte da classe artística e de esquerda da época dos governos petistas nunca fizeram oposição. Aproveitavam-se de verbas generosas. A incoerência é cômica.
Alexandre Macedo da Penha
Belo Horizonte, MG

Eis um tipo de humorista que ri da própria piada para sinalizar ao público que a piada acabou.
Felix Feichas Cabral
Belo Horizonte, MG


J.R. GUZZO

Fui eleitor de Bolsonaro porque vi nele “o único homem capaz de derrotar Lula e treze anos de desgraça petista”, nas palavras exatas de J.R. Guzzo (“Tratado de paz”, 4 de setembro). O contrassenso que existe entre o presidente estar exercendo um bom governo e dizendo um monte de besteiras, o que o desvaloriza sem necessidade, só pode ser explicado pela vaidade de quem teve uma trajetória política apagada e, por isso, nunca tinha experimentado sucesso na vida. Está tentando “tirar o atraso”.
Julio Cesar Drummond
Belo Horizonte, MG

J.R. Guzzo retratou muito bem: “Bolsonaro (…) não foi eleito por causa de suas virtudes de brigador de rua”. Ao ser eleito presidente da República, ele parece que não percebeu a mudança de cargo e continua comportando-se como deputado federal, “galinho de briga”. Se ele não “acordar” logo, o povo brasileiro começará a crer que nosso país se resume a jogos de futebol: Flamengo x Fluminense, Corinthians x Palmeiras. Mas, na verdade, o time dele teria de ser um só: Brasil. Contra ninguém, a favor do povo brasileiro.
Eliza Lurimi Kubo
São Paulo, SP

VIOLÊNCIA – Liegi Bittencourt com o filho, Nelson, de 14 anos: bullying na escola

VIOLÊNCIA – Liegi Bittencourt com o filho, Nelson, de 14 anos: bullying na escola (Jonne Roriz/.)

“Estou me formando em pediatria e choro cada vez que escuto uma história assim.” (“Meu filho foi agredido porque tem Down”, Primeira Pessoa, 4 de setembro)

Kamilla Fernandes, São Paulo, SP (via Facebook)

PRECONCEITO NO FUTEBOL

Achei muito assertiva a posição do árbitro de parar o jogo enquanto a torcida entoava cantos discriminatórios. Na minha opinião, deveria também tirar um gol do time, caso ele já tivesse feito, e, se não tivesse, anular um que fizesse. Se não fizesse nenhum, já ficava tirado o próximo gol do próximo jogo. Indo assim, sucessivamente, a cada provocação. Perder mando de campo ou aplicar multa no time só atinge o time. Tirar gol, sim, atinge o time e a torcida. A torcida aprenderia na marra a ser esportiva (“O respeito entra em campo”, Conversa com Alexandre Campello, presidente do Vasco da Gama, 4 de setembro).
Mônica Delfraro David
Campinas, SP


WALCYR CARRASCO

Adorei o artigo de Walcyr Carrasco (“A burrice quântica”, 28 de agosto). Achava-me um completo idiota por não compreender nada do que estava sendo dito. Walcyr me elucidou com inteligência e bom humor. Fiquei curado de meu sentimento de ignorância a respeito dessas coisas. Tive uma “cura reconectiva”, seja lá o que for isso.
Alfredo Costa Junior
Cubatão, SP

Agora sei que não sou a única a perceber a desvalorização da física quântica como ciência. Os novos “gurus”, como o autor se refere aos que se dizem sábios em quântica, querem apenas lucrar com seus produtos espirituais enganosos. Confesso que já pedi emprestado a um professor um livro sobre o assunto. Ele olhou nos meus olhos e riu. O fato é que nem todos são capazes de entender profundamente a complexidade dessa ciência, nem mesmo os especialistas.
Maria Eduarda Soares Dal Piva
Curitiba, PR


ESCRAVIDÃO

O novo livro de Laurentino Gomes, sobre a escravidão (“As origens da vergonha”, 28 de agosto), ajuda a divulgar a verdade sobre o assunto e suas consequências para o Brasil e os brasileiros. Nada contra jornalistas tratarem de história, mas acho imprescindível mostrar sempre a visão de um historiador. Sugiro O Trato dos Viventes, de Luiz Felipe de Alencastro.
Maria Auxiliadora Albergaria
São Paulo, SP

Publicado em VEJA de 11 de setembro de 2019, edição nº 2651