Clique e assine a partir de 9,90/mês

Leitor

"Em questão de minutos, ou menos até, vidas se acabam. O que se passou na cabeça daqueles jovens? Nunca saberemos." Rita Gonçalez, São Paulo, SP

Por Da Redação - 22 mar 2019, 07h00

Assuntos mais comentados

  • Reportagem de capa (Massacre de Suzano)
  • Páginas Amarelas (entrevista com Janaína Paschoal)
  • A dança das cadeiras no MEC
  • Coluna de J.R. Guzzo

A BARBÁRIE DE SUZANO

É triste ver o que o desequilíbrio emocional e a falta de orientação causaram (“O ódio que ninguém viu”, 20 de março). O massacre em Suzano foi um ato de egoísmo praticado por jovens transtornados, sem estrutura familiar para reconhecer limites. A meu ver, foi uma covardia. Mas, se for para fazer limonada com os limões que a vida nos dá, que isso nos sirva de alerta para erguer uma sociedade melhor.
Luiza Momoli
Porto União, SC

O governo de São Paulo poderia investir na escola Raul Brasil para torná-la uma instituição de referência na área educacional no estado. Poderia também construir um memorial em suas dependências. Seria uma excelente homenagem às vítimas e uma forma de o colégio não ser lembrado apenas pela barbárie de que foi vítima.
José Carlos Lyrio Rocha
Vitória, ES

Em questão de minutos, ou menos até, vidas se acabam. O que se passou na cabeça daqueles jovens? Nunca saberemos. Deixamos nossos filhos na escola com amor, com a segurança de que estão em um dos melhores lugares possíveis. Mas parece que a escola está sendo vista por alguns (muitos?) como inimiga. Uns, os incultos, dizem tratar-se de local de doutrinação. Outros a consideram espaço de massacre — e o que houve em Suzano foi isso mesmo. Afinal, onde está o erro da sociedade? Que cidadãos estamos formando? Não podemos subestimar crianças ou adolescentes. Eles precisam de atenção, de presença, de abraço, de bronca, de olho no olho. É absurda a incidência de transtornos em crianças e adolescentes e, acreditem, na maioria esses casos são desencadeados a partir de dinâmicas familiares com lacunas. Ora excesso de zelo, ora falta. Sei que é difícil dosar, sou mãe e não recebi nenhum manual para executar essa tarefa. O que mais teremos de passar, não sei. Infelizmente atrocidades sempre estiveram presentes na história da humanidade. Mas sei que podemos cultivar nossos filhos. Sim, cultivar. Regar dia a dia. E ouvi-los, mesmo que seja para ouvir seu silêncio.
Rita Gonçalez
São Paulo, SP


JANAÍNA PASCHOAL

Lúcida, sensata e corajosa a entrevista da deputada Janaína Paschoal. Políticos dessa linhagem qualificam o Legislativo e sinalizam uma mudança positiva na política brasileira.
Valdir João Spanholi
Porto Alegre, RS

VEJA perdeu grande oportunidade de saber da deputada estadual mais votada do Brasil suas propostas e projetos futuros para tirar o Estado de São Paulo da inércia financeira e dos vícios e malfeitos administrativos que assolam todas as instâncias governamentais (“Estou preocupada”, 20 de março). As perguntas feitas (e refeitas a todo instante pela imprensa) parecem satisfazer apenas ao mundo do diz que me diz e exploram somente a opinião dela em relação a acontecimentos cujo protagonismo se refere a outros personagens da República. Ou seja, ficamos sem saber o que podemos esperar da nobre deputada, na qual depositamos nossa esperança de uma nova forma de fazer política.
Mario Luiz Benatti
São Paulo, SP

Conheci Janaína Paschoal no tempo do pedido de impeachment da ex-­presidente Dilma Rousseff. A partir de então comecei a acompanhar os passos da “celebridade Janaína”. Votei nela. Confesso, porém, que a entrevista das Páginas Amarelas me deixou um pouco decepcionada. Ela deveria saber que depois de aposentadas, nós, mulheres, só deixamos de trabalhar fora de casa. A rotina da lida no dia a dia não muda em nada, enquanto os homens, aposentados, podem muito bem pensar em pescaria, “conversas de botequim”, rodada de pôquer com os amigos, até a volta já bem tarde para casa. Nada mais justo que as mulheres trabalhem alguns anos menos para se aposentar, como uma espécie de “lei da compensação”.
Mirna Machado
Guarulhos, SP


MEC

Como o filósofo Olavo de Carvalho pode mandar tanto no governo? Votamos, sim, no Bolsonaro. Não nele. Acho que o governo precisa nos dar alguma explicação. O homem nomeia e demite funcionários no MEC. Qual a função de Olavo no governo (“Paralisia ideológica”, 20 de março)?
Ismail Miguel Batista
Ribeirão Preto, SP

Alçando notoriedade no papel de guru intelectual do novo governo, Olavo de Carvalho é exposto às vísceras diante do escrutínio público. Suas declarações deveriam ser dosadas, com mais polidez, sob pena de sucumbir à própria imagem de sobriedade, tateando os lindes da sandice.
Tristão Antônio Borborema de Carvalho
Ribeirão do Pinhal, PR


JAIR RENAN – O filho de Bolsonaro no treino: prática irregular ./.

“A postagem nas redes sociais do filho Zero Quatro, com fotos treinando tiro em local privativo da Polícia Federal, é inoportuna. O acesso a esse recinto remete à ilegalidade em um governo que prometeu combater abusos, a corrupção e principalmente a violência.” (“A vez do Zero Quatro”, 20 de março)

Minoru Ishibashi, São Paulo, SP

 

J.R. GUZZO

Parabenizo J.R. Guzzo pelo artigo “Manual do erro”, de 20 de março. Ele esclarece com lucidez, responsabilidade e seriedade o que realmente significam “oposição e implicâncias” ao governo Bolsonaro. Até hoje, nenhum partido político nem seus representantes apresentaram uma real oposição ao novo governo. Pelo contrário, criticam momentos supérfluos e sem importância, confundindo a população.
Ana Rosali Novaes Murta
Belo Horizonte, MG

À primeira vista, J.R. Guzzo parece estar falando de um país imaginário ou de uma obra de ficção. Mas qual nada, trata-se de uma abrangente e inquestionável descrição do momento atual do nosso Brasil, com todos os seus problemas e todas as suas mazelas. Esse é o país onde estamos, e onde estaremos por tempo indeterminado, caso permaneça o status quo.
Alberto de Sousa Bezerril
Natal, RN


MÉDICOS X DENTISTAS

A Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais esclarece alguns fatos essenciais referentes à recente nota publicada em VEJA de 6 de março (“Guerra do preenchimento”) com depoimento da cantora Gretchen. É de primordial importância que a sociedade brasileira saiba que o Ministério Público Federal ofertou parecer definitivo em favor da classe odontológica. As entidades médicas tentam gerar discórdia dentro do meio dos profissionais da saúde sobre um assunto já decidido pela Justiça: nós, dentistas, somos sim habilitados e autorizados a realizar procedimentos estéticos.
Tarley Pessoa de Barros
Presidente da Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais
São Paulo, SP

Publicado em VEJA de 27 de março de 2019, edição nº 2627

Publicidade