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'Moro nos dá esperança de combate aos crimes hediondos e à corrupção e revisão da progressão de penas.' Sérgio Borba, Novo Hamburgo, RS

Assuntos mais comentados

  • Entrevista de Sergio Moro nas Páginas Amarelas
  • Telemedicina (capa)
  • Página Aberta (Fábio Tofic Simantob)
  • Artigo de Roberto Pompeu de Toledo

TELEMEDICINA

Blaise Pascal, filósofo francês do século XVII, conviveu com muitos médicos ao longo da vida em virtude da doença de seu pai e, depois, de sua própria enfermidade. Foi um dos primeiros a identificar a principal causa do chamado erro médico — ele dizia que os médicos erram não por falta de raciocínio bem elaborado, mas sim por elaborarem em cima de fatos mal observados. Ora, essa resolução “moderninha” do Conselho Federal de Medicina põe por terra 2 500 anos da arte hipocrática de examinar (“A era do doutor Robô”, 13 de fevereiro).
Herculano Kelles
Belo Horizonte, MG

A liberação da telemedicina interessa a hospitais de milionários, que apoiaram a iniciativa e ganharão polpudas verbas do governo gastando somente com um médico na frente da TV e contratando vários técnicos em saúde com salário irrisório para ficarem do lado do paciente.
Raphael Câmara Medeiros Parente
Rio de Janeiro, RJ


SERGIO MORO

O ministro Moro, sempre lúcido, nos deixou uma frase lapidar: “Flexibilizamos tanto o nosso sistema, com base num discurso equivocado de proteger direitos fundamentais, que esquecemos que esses atos criminosos violam os direitos fundamentais, e que uma política dura contra esse tipo de crime é uma proteção aos direitos fundamentais de outros”. Tomara que seja apenas o começo (“Não sou justiceiro”, 13 de fevereiro).
Aldo Cosentino
Florianópolis, SC

Moro nos dá esperança de combate aos crimes hediondos e à corrupção e revisão da progressão de penas.
Sérgio Borba
Novo Hamburgo, RS

No projeto apresentado por Sergio Moro, o ideal seria que o primário de bons antecedentes cumprisse ao menos um terço da pena; o reincidente, dois quintos; e o reincidente pela segunda vez, toda a pena a que foi condenado pelo juiz de primeiro grau (ou juiz monocrático).
Germino Marques Bonfim Filho
Curitiba, PR

Desprovido de vaidades e focado na desmobilização dos escudos que protegem os políticos corruptos e organizações criminosas que roubam dinheiro público, Moro foi o que de melhor surgiu no Brasil nos últimos anos. Ele é unanimidade nacional entre os brasileiros de bem.
Ludinei Picelli
Londrina, PR

Incomodava-me muito não enxergar o juiz Sergio Moro como a maioria do povo brasileiro o enxergava: paladino da justiça, esperança do país no combate à corrupção e fiador de uma população carente de heróis. Mas parece que meu pé atrás não se enganou. Em cada entrevista ou declaração, ele mostra como ministro que não é tudo aquilo que demonstrou como juiz. Está parecendo mais aquele ferreiro do dito popular: em sua casa, o espeto é de pau.
Ronaldo Spagnuolo
Belo Horizonte, MG


PÁGINA ABERTA

Creio que o ilustríssimo articulista, o advogado criminalista Fábio Tofic Simantob (“A ameaça é real”, 13 de fevereiro), não entendeu bem o recado dado nas urnas por 58 milhões de brasileiros sérios e decentes, cansados da baderna a que este país foi lançado nos últimos dezesseis anos, exatamente sob os argumentos distorcidos que ele usa. As ONGs sérias e decentes não promovem protestos nos quais se bloqueia o tráfego, impedindo ambulâncias de chegar a hospitais, crianças à escola e trabalhadores a seus postos de serviço. Não quebram agências bancárias, lojas de carros, nem depredam patrimônio público. Não agridem policiais nem danificam viaturas. A democracia não está ameaçada.
Éder Tadeu Gomes Cavalheiro
São Carlos, SP


 

RENAN - Sua eleição para a presidência do Senado parecia inevitável. Não foi

RENAN - Sua eleição para a presidência do Senado parecia inevitável. Não foi (Pedro França/Agência Senado)

“Compare-se a derrota de Renan Calheiros para a presidência do Senado com a do candidato Fernando Haddad para a presidência da República, em 2018. A vitória de um e do outro significaria a continuidade do ‘status quo’ nas instituições governamentais dominadas pela corrupção.” (Artigo de J.R. Guzzo, 13 de fevereiro)

Elizio Nilo Caliman, Brasília, DF

HAMILTON MOURÃO

Mourão exerce sua condição de vice seguindo estritamente o planejado pela Casa Civil e sob as ordens do presidente. O resto é a velha tentativa da imprensa de minar a autoridade do governo (“Faltava intriga, não falta mais”, 13 de fevereiro).
Roderlei Bigliazzi
Santo André, SP


ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

Roberto é um paulista universal. Sua mais recente crônica (“Não há mais”, 13 de fevereiro) é linda. Expressa bem a dor recôndita dos mineiros depois da tragédia de Brumadinho.
Manoel Otácio da Costa Rocha
Belo Horizonte, MG


VENEZUELA

O Brasil de Lula e de Dilma gastou muito dinheiro na Venezuela. O Brasil de Bolsonaro não deve colocar nem um centavo para tentar “salvar” a Venezuela. Qualquer intervençãozinha custará dez vezes ou mais o que o petismo gastou com o bolivarianismo (“A tropa de choque”, 13 de fevereiro).
Ney José Pereira
São Paulo, SP


RICARDO VÉLEZ RODRÍGUEZ

Generalizar é sempre perigoso, sobretudo ao tratar de cidadãos de um país que tão bem recebe estrangeiros, como aconteceu com meus avós. Apoio os protestos contra a declaração do ministro Ricardo Vélez Rodríguez (“Faxina ideológica, 6 de fevereiro), para quem “o brasileiro viajando é um canibal, rouba coisas dos hotéis…”.
Esmeralda Bacos Fernandes
Rio de Janeiro, RJ

Viajei para a Europa pela TAP com meu marido e meu filho. Quando chegamos a Lisboa, tivemos vergonha do estado de sujeira do corredor do avião. Os cobertores estavam no chão. Havia embalagens de biscoitos como se fossem lixo, arremessadas no solo. É verdade o que o ministro Ricardo Vélez comentou. Tive um colega de trabalho que mantinha em casa toalhas e talheres de hotéis. Aquilo de que muitos brasileiros precisam é educação. Têm dinheiro, mas não têm educação, infelizmente.
Graça Morais
Recife, PE

Publicado em VEJA de 20 de fevereiro de 2019, edição nº 2622