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Leitor

"Olavo é guru, sim. O resto é curioso apenas", escreveu Zureia Baruch Jr., de São Paulo, SP

Assuntos mais comentados

  • Entrevista com FHC (Páginas Amarelas)
  • “O guru improvável” (capa)
  • Coluna de J.R. Guzzo
  • “Domínio das corporações” (Carta ao Leitor)
  • Protestos na França

 


OLAVO DE CARVALHO

Para não ser um idiota, basta jamais comprar, jamais ler qualquer livro do ex-astrólogo Olavo de Carvalho (“ ‘Eu sou o segundo governo’ ”, 5 de dezembro).
Fausto Ferraz Filho
São Paulo, SP

O guru é improvável por quê? Podemos dizer que mais de 99% dos eleitores de Bolsonaro, e eu me incluo nesse grupo, não conheciam esse senhor nem suas qualidades e defeitos — mas, se houve crescimento nas vendas de seus livros, algum valor ele deve ter.
Antonio José Gomes Marques
Rio de Janeiro, RJ

Olavo é guru, sim. O resto é curioso apenas.
Zureia Baruch Jr.
São Paulo, SP


FHC

O DESTINO DE UM PARTIDO - FHC: “Se o PSDB cometer o erro de ser uma sublegenda do governo, acabou. É mais um”

O DESTINO DE UM PARTIDO - FHC: “Se o PSDB cometer o erro de ser uma sublegenda do governo, acabou. É mais um” (Caio Guatelli/VEJA)

O presidente eleito Jair Bolsonaro fulminou um ciclo que era representado pelo PT e pelo PSDB, sendo certo que ambos já deram sua contribuição ao Brasil, para o bem e para o mal. Acredito piamente que esses partidos não terão nenhuma chance de reerguer-se e voltar ao poder, ainda que se reinventem (“ ‘O centro radical’ ”, 5 de dezembro).
Valdomiro Nenevê
São José dos Pinhais, PR

Ao revelar o conteúdo das conversas com o senador mineiro e até então presidente nacional do PSDB Aécio Neves, Joesley Batista sepultou de vez a carreira do neto de Tancredo na política. Ainda em exercício, vale relembrar, o senador foi flagrado achacando o empresário da JBS em 2 milhões de reais. Embora indefensável, afinal o tom daquela conversa não era nada republicano, o ex-presidente FHC preferiu defendê-lo. Encerravam-se, aí, o meu, o seu, o nosso respeito a esse senhor. O valor solicitado por Aécio no grampo seria referente à venda de um apartamento da mãe deste no Rio. FHC padece agora de apoio e prestígio por pura conivência com corrupção e corruptos. Assim como acontece com o PT, ninguém mais quer o seu PSDB.
César Mendes Campos
Belo Horizonte, MG

O PT só conseguiu reinar absoluto e fazer todas as mazelas porque teve a conivência do PSDB, que nunca exerceu o papel de oposição (entrevista com Fernando Henrique Cardoso).

Celia R.B. Putini - São Paulo, SP

É, FHC “perdeu o bonde” já faz tempo. Quando devia fazer alguma coisa, não o fez; seu raciocínio e discurso só teriam alguma lógica nas eleições de 2014. Agora é tarde.
Aldo Roberto Buontempo
São Paulo, SP

A única mensagem coerente da entrevista com FHC está nas duas últimas linhas: “Para que vou me meter nisso a esta altura da vida?”. Tivesse ele seguido à risca essa frase desde sua saída da Presidência, muito provavelmente nossos rumos políticos seriam outros. Todos os ex-presi­dentes de países democráticos deixam a vida pública para privilegiar novas ideias e lideranças. Por aqui, ela virou profissão e estilo de vida para locupletar-­se com os dividendos que os holofotes da imprensa ainda trazem.
Roberto Meir
São Paulo, SP

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso parece perdido no tempo, fora da realidade.
Luiz Carlos Peixoto
Belo Horizonte, MG


COLUNA DE J.R. GUZZO

Sinto-me realizado ao ler o artigo “Em desmanche” (5 de dezembro). É o relato da comprovação de verdadeiros absurdos criados e mantidos no Brasil nos governos dos últimos dezesseis anos. Essas verdades têm de ser amplamente difundidas.
Alceu Moreira Fagundes
Curitiba, PR

Nas últimas três décadas, o Brasil foi desmantelado por mentes precárias e corações sem pátria. O Erário foi devastado em desrespeito total aos esforços frustrados de cidadãos que pagaram insaciáveis impostos para viabilizar saúde, segurança e educação a todos. Assim como os portugueses ficaram a ver navios que jamais chegaram para lhes trazer as riquezas prometidas por dom Sebastião, ficamos a ver trens-bala.
Luiz Barboza Neto
Florianópolis, SC


CARTA AO LEITOR

Depois de ter feito um bom governo, apesar de tudo o que enfrentou, Temer poderia finalizar como um grande estadista, vetando o reajuste salarial para os ministros do STF. Foi uma pena (“Domínio das corporações”, 5 de dezembro).
Aroldo Augusto Gonçalves
Paranavaí, PR


FRANÇA

O país europeu enfrenta a maior crise política desde maio de 1968, quando o presidente Charles de Gaulle dissolveu a Assembleia Nacional e substituiu o primeiro-ministro, após a realização de novas eleições, em junho daquele ano. A atual crise política é fruto de uma combinação explosiva: 1) a supressão parcial do imposto sobre fortunas (favorecendo os mais ricos); 2) a introdução do imposto ecológico sobre o diesel (prejudicando os mais pobres); 3) a piora do transporte público urbano; 4) o aumento do custo de vida; 5) a proximidade das eleições europeias (em maio de 2019), que estimula o radicalismo dos extremistas; 6) Jean­-Luc Mélenchon (extrema esquerda) e Marine Le Pen (extrema direita) procuram se posicionar politicamente também para as eleições presidenciais de maio de 2022 contra o presidente Emmanuel Macron (“A revolta dos novos tempos”, 5 de dezembro).
Luiz Roberto da Costa Jr.
Campinas, SP

Publicado em VEJA de 12 de dezembro de 2018, edição nº 2612