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"Por que não valorizamos mais o direito de escolher que o de julgar?", escreveu Michelly Silveira Basso, de Piracicaba, SP

Por Da Redação - 12 Oct 2018, 07h00

Assuntos mais comentados

  • “O pleito dos rejeitados” (capa)
  • “O perigo da genética” (entrevista)
  • Artigo de J.R. Guzzo
  • “Estamos esquecendo algo” (Página Aberta)


BOLSONARO X HADDAD

“Meus inimigos estão no poder.” Independentemente de quem vença o segundo turno à Presidência da República, parafraseio a letra de Cazuza para dizer que “meus inimigos estarão no poder”. Infelizmente para mim, que lutei tanto a favor do impeachment de Dilma Rousseff e combato o PT há quase trinta anos, vejo com tristeza que o candidato que melhor soube explorar o desgaste petista é uma nulidade intelectual e política, com sérias e preocupantes tendências autoritárias e antidemocráticas. Ao contrário de quase metade dos eleitores brasileiros, tenho convicção de que Jair Bolsonaro deverá ser um desastre para o Brasil, e seu histórico pífio como deputado é o maior atestado disso, além do infame elogio ao torturador inominável da ditadura militar (“O pleito dos rejeitados”, 10 de outubro).
Sandro Ferreira
Ponta Grossa, PR

Podemos ficar totalmente despreocupados porque não corremos nenhum risco de o Brasil virar uma ditadura com eleições livres, independentemente de qualquer viés ideológico do vencedor deste pleito. Ficamos à mercê do PT por catorze anos e, mesmo diante de alguma tentativa de regular a imprensa e outras mudanças nefastas na lei, a sociedade atenta não deixou que esses projetos seguissem adiante. O candidato e falastrão Jair Bolsonaro não dá mostras de que seria um ditador. Ele deseja armar a população de bem deste país.
Valdomiro Nenevê
São José dos Pinhais, PR

É ódio para lá, acusação para cá. Pedrada para lá, facada para cá. É bloqueada para cá, excluída para lá. É vida que segue… segregando, diluindo, desarmonizando. Por que não valorizamos mais o direito de escolher que o de julgar?
Michelly Silveira Basso
Piracicaba, SP

Não é fácil entender como os atuais campeões de rejeição ocupam, simultaneamente, a primeira e a segunda colocação nas pesquisas eleitorais para presidente do Brasil. Mas é possível vislumbrar a principal razão que provocou essa situação sui generis. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, embora demonstre desconhecimento em vários temas importantes para a condução serena do país, bem como para a solução dos seus graves problemas, representa o único antídoto disponível no momento para neutralizar os efeitos do fatal e conhecidíssimo veneno chamado petismo. Simples assim.
Marcos A.L. Santana
Palmas, TO


PÁGINAS AMARELAS

A entrevista com Siddhartha Mukherjee alerta sobre o uso perigoso da genética visando à eugenia e discriminando minorias, e salienta o lado negativo dos avanços genéticos. Essa utilização tem, felizmente, muito pouca probabilidade de acontecer. Por enquanto, trata-se de ficção científica. O lado positivo das novas tecnologias, muito mais próximas da realidade e que estão permitindo “editar” genes, é que elas poderão trazer benefícios gigantescos na cura de doenças decorrentes de mutações genéticas. Por exemplo, uma mutação que causa hemofilia ou uma distrofia muscular poderá ser corrigida, permitindo uma vida normal à pessoa portadora dessa mutação. Além disso, a edição de genes já está sendo utilizada em alguns casos de câncer, alterando nosso sistema imune para que ele reconheça o tumor como um alvo inimigo a ser destruído. A genética vai revolucionar positivamente a medicina. Ela oferece muito mais benefícios que riscos (“O perigo da genética”, 10 de outubro).
Mayana Zatz
Professora titular de genética, diretora do Centro de Pesquisas em Genoma Humano e Células-tronco no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo
São Paulo, SP

O autor da entrevista se esqueceu de perguntar ao indiano, que mora nos Estados Unidos, como ele vê o posicionamento de Donald Trump, no mesmo caminho segregacionista de Bolsonaro. Pena, porque eu gostaria de saber a opinião dele a respeito.
Fernando Nunes Monteiro
Curitiba, PR


J.R. GUZZO

Quando vi em letras maiúsculas na última página, na edição de 10 de outubro, o título “Uma ditadura” e na chamada a frase “Um dos lados tem como objetivo acabar com o regime democrático”, assustei-me e pensei: vão meter a boca no Bolsonaro. Mas depois da leitura me surpreendi com os detalhes da opinião de uma pessoa tão bem informada sobre a atuação do PT. Parabéns, Guzzo. Você esclarece tudo que o povo precisa saber.
Sérgio Palermo
São Paulo, SP

Mesmo considerando que é um artigo e deve-se preservar a total liberdade do autor, seria necessário que fossem citadas fontes e evidências que comprovassem minimamente sua tese, de que o PT engendra uma ditadura. Não encontrei nem no programa do PT nem em entrevistas as frases que ele coleciona para embasar tal artigo. Mais do que isso: nem em entrevistas ou na vida pública de diversos apoiadores da candidatura de Fernando Haddad encontrei guarida para tal tese.
Clarice Brandão
São Paulo, SP


PÁGINA ABERTA

A iniciativa de desenvolver lideranças bem preparadas, bem-intencionadas e dispostas a ingressar na política é excelente (“Estamos esquecendo algo”, 10 de outubro), mas precisa contar com a fundamental participação dos eleitores. Nesse sentido, é triste constatar o mau exemplo e estupidez da atriz Carolina Ferraz, que diz não votar em ninguém há dezesseis anos, conforme revelou a seção Veja Essa.
Abel Pires Rodrigues
Rio de Janeiro, RJ

As câmaras legislativas do país são caras e ineficientes. Nas câmaras municipais, vereadores não deveriam receber salário, apenas uma verba para manter o gabinete com dois funcionários, no máximo. Vereador não pode fazer do exercício da função uma profissão. Nas câmaras estaduais e federais, o salário deve ser suficiente para que os deputados possam manter suas funções legislativas, sem verbas de gabinete nem carros oficiais. E, como qualquer trabalhador, os parlamentares devem pagar suas despesas com seus proventos. Assim, muitos dariam valor ao mandato e seriam mais eficientes.
Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Campos dos Goytacazes, RJ

Babalu, Cinderela e Vida de Bailarina, entre outros sucessos, consagraram essa grande cantora, que deixará saudade e ficará para sempre na memória nacional.

Ruvin Ber José Singal, São Paulo, SP

CORREÇÃO

O escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, um dos maiores do Brasil, não fez remessas ilegais ao exterior, conforme consta em nota da coluna Radar (“Por fora”) publicada na edição de 3 de outubro de 2018.

 

Publicado em VEJA de 17 de outubro de 2018, edição nº 2604

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