Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Leitor

"No tempo da minha avó, as 'notícias falsas' eram os boatos, ditos de boca em boca, que não faziam tanto mal." Kátia Azevêdo, Natall, RN

Assuntos mais comentados

  • Artigo de J.R. Guzzo
  • A ameaça das notícias falsas sobre saúde (Capa)
  • Assombrações à vista (a proposta de Bolsonaro para o STF)
  • Norma Maria de Oliveira (Primeira Pessoa)
  • Artigo de Jardis Volpe (Página Aberta)

 


NOTÍCIAS FALSAS

Com relação à reportagem sobre a epidemia de mentiras (“As fake news que matam”, capa da edição de 11 de julho): será que os “fabricantes” das notícias sobre as falsas curas têm noção da maldade que estão cometendo? Que as notícias falsas sejam combatidas com mais rigor!
Marilia Ribeiro Mascarenhas
Campinas, SP

No tempo da minha avó, as “notícias falsas” eram os boatos, ditos de boca em boca, que não faziam tanto mal. Atualmente, elas vão pela web com uma rapidez tão impressionante que vidas são destruídas antes que os interessados possam compreender o que se passou.
Kátia Azevêdo
Natal, RN

Walt Disney deve ter ficado aborrecido no paraíso. O ilustrador de VEJA transformou o clássico personagem Pinóquio em um cartaz de filme de terror de baixo orçamento.
Fernando Macedo Soares
São Paulo, SP

VEJA foi muito feliz na escolha da capa da última edição. Atirou no que viu e acertou no que não viu. Facilmente identificamos ali o rosto de pelo menos meia dúzia de membros do Executivo, Judiciário e Legislativo. Naquela gota de sangue que pinga do nariz de Pinóquio, encontramos o DNA de 200 milhões de brasileiros.
Nelson Góes
Aracaju, SE


J.R. GUZZO

Mais uma vez o excelente J.R. Guzzo nos brinda com um magistral artigo, “2 + 2 = 22”. Com o seu brilhantismo e texto perfeito, diz tudo o que temos engasgado em nossa garganta. Que Deus nos proteja do que deve vir por aí na presidência do incompetente Toffoli. Pobre instituição, pobre Brasil.
Gisela Cersosimo
Niterói, RJ

Em certa ocasião, a ministra Cármen Lúcia disse que o Tribunal não se “apequenaria”. Ministra, espere até setembro chegar.
Guto Pacheco
São Paulo, SP

A leitura de jornalistas sérios, competentes, eruditos e corajosos, como é o caso de J.R. Guzzo, é o único lenitivo de que dispomos para suportar o mal-estar em que vivemos. O absurdo que é a presença de Dias Toffoli no STF foi muito bem abordado por J.R. Guzzo em seu artigo.
Affonso Maria Lima Morel
São Paulo, SP

Congratulações a J.R. Guzzo pelo excelente artigo. Gostaria de lembrar que a nomeação para o STF do “repetente” teve a anuência dos excelentíssimos senadores da República. Cabe ainda a pergunta: estudar e esforçar-se muito na escola vale a pena? Os melhores cargos e funções sempre são direcionados aos larápios no poder. Que exemplo negativo para as novas gerações.
Mario Alberto Feltran
São João da Boa Vista, SP


MUDANÇAS NO SUPREMO

O destino do Brasil não será mudado pelo STF tal como se encontra, a considerar a baixa performance e o comportamento de alguns dos seus membros, que têm submetido a alta Corte a achincalhes de toda ordem. Por outro lado, caso Bolsonaro seja eleito presidente do Brasil, o país terá tudo para mudar — para pior (“Assombrações à vista”, 11 de julho).
Alberto de Sousa Bezerril
Natal, RN

Não vejo a proposta de aumentar o número de juízes do STF como totalitarismo. Entendo como uma forma de anular a parcialidade que hoje impera. Temos meia dúzia de juízes néscios que votam conforme lhes convém. Dependendo do que e de quem for julgado, já sabemos de antemão o resultado. Na essência, os juízes são meros funcionários públicos que devem atender aos interesses da nação, e não de seus dogmas e desejos pessoais.
Sérgio Luiz
Curitiba, PR


PRIMEIRA PESSOA

Muitas vezes não conseguimos entender por que as mulheres, mesmo correndo risco de vida em uma gestação pela presença de doenças graves, resolvem engravidar. Sou médica obstetra há quarenta anos e deparo diariamente com histórias de sofrimento, superação e alegria pelo desejo, maior que a própria vida, de uma gestação. Por isso, parabenizo a senhora Norma e o seu companheiro pela persistência e por hoje poderem abraçar a Ana Letícia.
Maria da Guia de Medeiros Garcia
Natal, RN

Aos 64 anos - Norma Maria de Oliveira, procuradora municipal mineira, que deu à luz após várias tentativas de engravidar: “O maior preconceito vem de mulheres desconhecidas. Dizem que sou muito velha para isso”

Aos 64 anos - Norma Maria de Oliveira, procuradora municipal mineira, que deu à luz após várias tentativas de engravidar: “O maior preconceito vem de mulheres desconhecidas. Dizem que sou muito velha para isso” (Leo Drumond/NITRO/.)

 

Num país visceralmente preconceituoso, louvo e aplaudo a luta de Norma Maria de Oliveira, que fez do útero coração

Luiz Claudio de Araujo - Goiânia, GO

O depoimento da senhora Norma Maria de Oliveira é um autoelogio. Ela é advogada, mas ignorou que o ciclo reprodutivo tem começo e fim. Desprezou a adoção legítima. Cheia de si, não ponderou se a filha aceitaria uma mãe tão idosa.
Fausto Ferraz Filho
São Paulo, SP


O EXAGERO DAS PLÁSTICAS

Sou cirurgião-dentista e tenho perdido pacientes que insistem em mudar o que já está muito bom. Insatisfeitos com a negativa, buscam outros “profissionais” que, em nome do supremo objetivo de sempre “agradar” ao cliente, executam tudo o que lhes for solicitado. Alguns retornam arrependidos pedindo ajuda. Outros pacientes entram num caminho perigoso de querer “melhorar cada vez mais”. Realmente, todos somos culpados.
Marlo Vinicios Duarte Lemos
Joinville, SC


PÁGINAS AMARELAS

É lamentável que a revista VEJA tenha dedicado o espaço das Páginas Amarelas à defesa do ex-procurador Marcello Miller (“Não inventei a gravação”, 11 de julho), hoje réu na Justiça, acusado de corrupção pelo Ministério Público, onde trabalhou por tantos anos. Defender-se é um direito que lhe assiste, mas que ele busque o foro competente. Que o “ilustre injustiçado” nos poupe da lenga-lenga a que já estamos acostumados: sou inocente; sou vítima de perseguição; não existem provas contra mim.
Maria Lúcia de Almeida Furquim
Curitiba, PR


Conversa

Enquanto insistirmos em simplesmente priorizar a inclusão da ignorância na educação pública, desdenhando o mérito, os nossos Petersons da Cruz (“A família não aceitava”, 11 de julho) terão de buscar apoio fora do país para cumprir seu destino.
Flaudecy de Oliveira Manhães
Campos dos Goytacazes, RJ


Lava-Jato

A vida nos brinda com muitas oportunidades, basta saber aproveitá-las. E o agente da Polícia Federal Newton Ishii (“Na cela com o japonês”, 11 de julho) não desperdiçou a sua chance de ficar famoso ao relatar os bastidores da carceragem onde se encontravam presos ilustres. Meus sinceros parabéns a ele, mas confesso que não o invejo. O que eu desejava mesmo era ser o carcereiro do ex-presidente Lula.
Valdomiro Nenevê
São José dos Pinhais, PR

Publicado em VEJA de 18 de julho de 2018, edição nº 2591