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Leitor

'Temer cerca-se de artifícios populistas, pinçando fichas-limpas nas forças militares', escreveu Francisco Rosendo Rodrigues, de João Pessoa, PB

Assuntos mais comentados

  • Michel Temer e a intervenção federal no Rio de Janeiro (capa)
  • Artigo “O cidadão a sós”, de J.R. Guzzo
  • Artigo “Começar é preciso”, de Dora Kramer
  • Diego Olivera (Entrevista)
  • Artigo “Árdua tarefa” (Página Aberta), de Eduardo Villas Bôas

Intervenção federal no RJ

Os palanques montados para os festivos anúncios de mais uma intervenção na segurança pública brasileira expõem as feridas de um governo cambaleante e sem rumo (“A rendição ao populismo”, 28 de fevereiro). O presidente Temer cerca-se de artifícios populistas, pinçando fichas-limpas nas forças militares, maquiando com curativos a passarela que possa levá-lo à corrida presidencial.
Francisco Rosendo Rodrigues
João Pessoa, PB

A reportagem “A última chance” (28 de fevereiro) só confirmou a impressão que tive. A medida tem cheiro de improviso no combate à violência que corrói a paz do brasileiro, a exemplo do período hiperinflacionário do governo Collor, quando, a pretexto de combater a inflação, sequestrou a suada poupança dos cidadãos. No início causou a falsa sensação de controle dos preços; depois foi o que se viu. Quem viver verá!
Dalmácio Irapuan Santos
João Pessoa (PB), via tablet

Diante de tanta incerteza e provável baixo nível dos eventuais candidatos à Presidência da República, nenhum espanto causará uma vitória de Temer nas próximas eleições, ainda mais se essa “guinada populista” trouxer algum resultado positivo.
Rodrigo Helfstein
São Paulo (SP), via smartphone

Nunca morri de amores por Michel Temer, mas pegar o Brasil quebrado e conseguir ajeitar a casa em pouco tempo é louvável, apesar de termos muitos problemas a resolver, como a segurança no Rio e no resto do país. Ele quer passar para a história como um grande estadista, o que será nossa salvação. Votaria nele, sem restrição.
Jorge Reinert
Joinville, SC

Com relação à intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, a cada dia que passa fica mais difícil entender o que o nosso povo realmente quer. Antes da intervenção, era quase unânime a opinião de que alguma coisa tinha de ser feita com urgência, dada a situação calamitosa daquele estado (não estamos falando das necessárias medidas de longo prazo). Pois bem, feita a intervenção, o único remédio disponível no momento na farmácia institucional para fazer frente à moléstia do doente quase terminal, meio mundo ficou contra. Vai entender!
Dimas Sampaio Peixoto
Salvador, BA


J.R. Guzzo

Não há como descrever de forma mais precisa e lúcida a situação vivida não só no Rio de Janeiro mas em várias cidades e regiões do Brasil como no artigo “O cidadão a sós” (28 de fevereiro), de J.R. Guzzo. A lógica do “colhe-se o que se planta” se aplica a esse caso, tendo-se em conta a disseminação irresponsável e inconsequente de ideologias e filosofias notavelmente nocivas ao que nunca deveríamos ter descuidado: respeito aos direitos e deveres é o fundamento para uma convivência harmônica de indivíduos em uma sociedade. Há uma nítida ânsia da nossa elite intelectual (sim, ela existe!) de desenvolver políticas de vanguarda de conteúdo e interesse duvidosos, esquecendo que as necessidades básicas de educação e cultura simplesmente inexistem em nossa jovem democracia.
Wagner Moi
Neuhausen am Rheinfall, Suíça, via tablet

J.R. Guzzo acertou na mosca, apontando as causas da desordem geral no Rio de Janeiro. É a falta de Justiça, que lá não se aplica. A meu ver, os maiores culpados são certos “engravatados”, que defendem os bandidos com unhas e dentes e outros que simplesmente os soltam como cobras venenosas no meio da população indefesa. Cada um colhe o que semeou.
Jaime Bruning
Americana, SP


Dora Kramer

Concordo com Dora Kramer no artigo “Começar é preciso” (28 de fevereiro). Com todas as tristes lembranças da ditadura, reconheçamos que o poder civil não reprimiu o caos reinante e, nas últimas décadas, contribuiu, com atos, conluios e omissões, para aumentá-lo. Meia intervenção militar é melhor que a omissão total.
Esmeralda Fernandes
Rio de Janeiro, RJ


Página Aberta

No artigo “Árdua tarefa” (Página Aberta, 28 de fevereiro), o ilustre general Eduardo Villas Bôas, experiente, lúcido e firme, mostrou alguns prováveis obstáculos ao trabalho do general Walter Braga Netto como interventor do Rio de Janeiro. É importante que se cuide disso, para que se consiga alcançar a paz e a harmonia para os cariocas.
Anchieta Mendes
Teresina, PI

O ilustre general Eduardo Villas Bôas que nos desculpe, mas a tarefa das Forças Armadas para o combate à bagunça na ordem pública no Rio será muito mais árdua do que ele antecipa, por melhor e mais confiável que seja o plano de ação a ser feito. Primeiro porque o Rio não é o Brasil, e o Brasil é muito, muito maior do que o Rio. Isso significa que, a esta altura, é muito provável que os principais comandantes das ações de bandidos e traficantes do estado não estejam mais residindo na Cidade Maravilhosa, mas dispersos em diversos estados do país. Sem precisar de passaporte, sem pegar avião, sem usar outra moeda que não o real, falando português e com inúmeros contatos ao alcance da mão, inclusive bancários.
Fernando Lira
Por e-mail


Diego Olivera

APOSTA URUGUAIA –
Diz o secretário-geral da Junta Nacional de Drogas do Uruguai, Diego Olivera: “30% dos usuários já não recorrem ao mercado ilícito”

APOSTA URUGUAIA –
Diz o secretário-geral da Junta Nacional de Drogas do Uruguai, Diego Olivera: “30% dos usuários já não recorrem ao mercado ilícito” (Matilde Campodonico/Archivo Latino/Reprodução)

“Ao contrário do Uruguai, o Brasil ainda não possui maturidade para adotar a prática da legalização da maconha.”

Leandro Mourthe Palmas (TO), via tablet

O Uruguai é um país minúsculo. Sua população é menor que a de muitas capitais brasileiras e suas fronteiras são incomparavelmente menores que as do Brasil. Por isso, a experiência de legalização da maconha de lá não serve para nós (“A estatal da maconha”, Páginas Amarelas, 28 de fevereiro). A maconha é uma droga poderosa, capaz de destruir cérebros e causar transtornos mentais. Os adolescentes são os que mais sofrem com o consumo da Cannabis, e, com certeza, não procurarão a droga em farmácias ou em clubes, mas sim no mercado negro, que continuará vendendo maconha, cocaína, crack. Enquanto existirem consumidores, haverá vendedores. A educação preventiva contra o uso de qualquer droga é a melhor forma de combater o tráfico.
Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Campos dos Goytacazes (RJ), via smartphone


Música caipira

É bom saber que a figueira de Renato Teixeira e Almir Sater criou raízes (“Inspiração caipira”, 28 de fevereiro). Quero continuar sentindo “o coração bater mais forte com o canto do curió-dominó lá na mata dos taquara”.
José Jeronimo Bastos Amaral
Belo Horizonte (MG), via tablet

Publicado em VEJA de 7 de março de 2018, edição nº 2572