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Cinco ministros que se foram sem nunca ter sido

Pedro Fernandes (PTB-MA) chegou a declarar que havia aceitado o convite para o ministério de Temer, mas, uma semana depois, voltou atrás

Por Da Redação Atualizado em 31 jan 2018, 15h35 - Publicado em 12 jan 2018, 06h00

– Odílio Balbinotti (Agricultura, março de 2007)

O deputado do Paraná pelo PMDB, como ocorreu com Cristiane Brasil (PTB-RJ) na semana passada, teve até a posse marcada. Mas, a poucos dias da cerimônia, a descoberta de um inquérito que tramitava no STF contra ele por falsidade ideológica e crime contra a fé pública fez com que o próprio Balbinotti desistisse do cargo.

– Wellington César Lima e Silva (Justiça, março de 2016)

Lima e Silva era procurador do Ministério Público da Bahia quando foi nomeado para a pasta por Dilma Rousseff. Assumiu por onze dias, mas deixou o cargo porque o Supremo Tribunal Federal entendeu que um membro do MP só poderia atuar no Executivo se renunciasse ao cargo de procurador.

– Lula (Casa Civil, março de 2016)

O ex-presidente foi indicado por Dilma com o objetivo de protegê-lo com o foro privilegiado, livrando-o de uma eventual ordem de prisão do juiz Sergio Moro. Com a divulgação dos áudios em que esse propósito ficava claro, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a suspensão da nomeação.

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– Newton Cardoso Júnior (Defesa, maio de 2016)

O deputado do PMDB, filho do notório ex-governador mineiro Newton Cardoso, anunciou-se como ministro de Michel Temer, mas rapidamente foi desmentido pelo peemedebista. Militares teriam demonstrado incômodo pelo fato de ele ter sido citado no escândalo Panama Papers e por responder a uma ação no STF por emissão de nota fiscal falsa.

– Pedro Fernandes (Trabalho, dezembro de 2017)

O deputado do PTB do Maranhão chegou a declarar que havia aceitado o convite para o ministério de Temer, mas, uma semana depois, voltou atrás. O motivo seria o veto ao seu nome pelo ex-presidente José Sarney.

Publicado em VEJA de 17 de janeiro de 2018, edição nº 2565

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