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Carta ao Leitor: Rumo ao conhecimento

Nesta edição, VEJA acompanhou na Antártica a reinauguração da Estação Comandante Ferraz, laboratório brasileiro de investigações científicas

Por Da Redação - Atualizado em 17 jan 2020, 09h30 - Publicado em 17 jan 2020, 06h00

Ao longo de seus mais de cinquenta anos de existência, VEJA sempre se preocupou em transportar o leitor para o olho do furacão das histórias que precisam ser bem contadas, por serem relevantes, bonitas, emocionantes ou tristes — não há modo mais adequado de oferecer uma visão próxima, cuidadosa, minuciosa, do que enviar os jornalistas ao centro dos acontecimentos. E talvez não exista oportunidade mais nítida de alimentar esse exercício, o de ver de perto para entender melhor, do que as porções extremas da Terra, banhadas de solidão, aparentemente inalcançáveis.

Nesta edição, VEJA mandou à Antártica, para acompanhar a reinauguração da Estação Comandante Ferraz, laboratório brasileiro de investigações científicas que fora consumido por um incêndio em 2012, a repórter Jennifer Ann Thomas e o repórter fotográfico Jonne Roriz. A aventura da dupla parece responder, como contundente réplica, a uma conhecida provocação do poeta britânico radicado nos Estados Unidos W.H. Auden (1907-1973), para quem, “de todos os assuntos possíveis, viajar é mais difícil para um artista, mas o mais fácil para um jornalista”. Fácil? Jennifer e Roriz, a bordo do navio polar Almirante Maximiano, da Marinha brasileira, que os levava para o sul, numa jornada de cinco dias a partir do embarque no Chile, tiveram de ficar quase trinta horas parados até que fosse aberta a janela de oportunidade para a travessia da lendária e terrível Passagem de Drake, com suas ondas superiores a 5 metros de altura, antes de poderem vislumbrar a paisagem de verão da Península Antártica. “A sensação de impotência, à mercê da natureza, é um tanto aflitiva, mas também uma lição de humildade”, diz Jennifer. “Andar na Antártica é conseguir enxergar o nosso planeta ainda em forma bruta, demonstração de quanto já o destruímos e de por que é vital conservá-lo”, afirma Roriz.

2007 – A viagem simultânea
de VEJA ao Ártico e
à Antártica: ver de perto ./.

Os desafios da natureza, de mãos dadas com a ciência, são temas permanentes de VEJA, publicação que tem o jornalismo de excelência como diferencial nas mais variadas áreas de interesse. Em 2007, outra dupla de repórteres esteve nos dois polos, o Ártico e a Antártica, simultaneamente, para mostrar os efeitos do derretimento das calotas polares nas porções norte e sul do planeta, num momento em que o aquecimento global virara assunto de acaloradas discussões. Mais de uma década depois, apesar de todos os avanços da tecnologia das embarcações, as excursões rumo à Antártica são sempre tensas e complicadas — sujeitas a rigorosos controles de segurança. Mas valeu a pena, como revela a reportagem especial desta edição. Quem quiser acompanhar a saga gelada na íntegra, por meio de textos e vídeos, também poderá fazê-lo no site e em nossas redes sociais.

Publicado em VEJA de 22 de janeiro de 2020, edição nº 2670

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