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Abertos a não hóspedes

Que dormir, que nada. Esvaziados pela crise, os hostels se reinventam como pontos de festas e baladas para quem quer se divertir muito e gastar pouco

Por Isabela Izidro - 15 out 2017, 17h00

Rio de Janeiro, começo de noite, balada que se estende pela calçada, gente jovem e animação. É um bar? Um boteco? Um quiosque na praia? Não, é um hostel se reinventando. Em tempos de crise geral na hotelaria nacional, os hostels, um tipo de empreendimento que teve vigorosa disseminação no Brasil por causa da Copa do Mundo e da Olimpíada, lançaram as mesmas iscas que sempre usaram para atrair hóspedes: visual descolado, preços baixos e diversificação da clientela. Por “diversificação da clientela” entenda-se que os hostels passaram a abrir para não hóspedes, que podem usufruir bar com drinques a preços moderados, participar de festas temáticas e até alugar as instalações para casamentos e aniversários. Com tudo isso, criou-se um novo ponto de encontro em diversas cidades brasileiras.

Para conciliar hospedagem com balada, a maioria desses albergues simplesinhos, com quartos coletivos e banheiro no corredor, feitos para acomodar jovens mochileiros, costuma firmar parcerias com restaurantes, bares e cervejarias. Boa parte da diversão é organizada pela própria direção do hostel: em dois ou três dias por semana, geralmente na quarta e na quinta, o bar fica aberto para quem quiser beber e se divertir, com música ao vivo, drinques e comidinhas, em promoções que reúnem principalmente gente na faixa dos 25 aos 35 anos. Os fins de semana são tomados por festas privadas de aniversário, despedidas de solteiro e “mini-­weddings”, como são anunciados os casamentos para poucos convidados.

Parabéns – Festa de criança em hostel de São Paulo: impulso no faturamento Jefferson Coppola/VEJA

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