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“A alegria é o melhor remédio”

Morre, aos 78 anos, Gisella Amaral

Por Da Redação - 18 jan 2019, 07h00

Expoente da alta sociedade carioca desde a década de 60, Gisella Amaral detestava ser chamada de socialite. Formada enfermeira, profissão que pouco exerceu, trabalhava em prol de instituições de caridade e se autodefinia como “empresária social”. Ela agitava até mesmo o circuito da assistência. Em uma das instituições à qual se dedicou, promovia todo mês uma festa de aniversário repleta de famosos, atraindo gente difícil de tirar de casa, como o cantor Roberto Carlos. Durante a Jornada Mundial da Juventude que levou o papa Francisco ao Rio de Janeiro, em 2013, Gisella acionou seus contatos para alojar e transportar os cardeais a bordo de dezoito helicópteros. Extremamente católica, não tirava do dedo o anel com a imagem da medalha milagrosa, mas rejeitava o título de carola. Dizia não ser preciso ajoelhar-se na igreja ou falar de Jesus para demonstrar fé.

A religião foi fundamental para que enfrentasse vários percalços ao longo da vida. Aos 41 anos, sofreu uma queda de cavalo, ficou em coma e teve de reaprender tudo, inclusive a andar. Só lembrava o nome dos dois filhos e do marido, o empresário da noite Ricardo Amaral, com quem foi casada por 53 anos. Desde 2003, ela lutava contra um câncer de mama a seu modo. Em 2017, com os tumores já em processo de metástase, afirmou com a elegância habitual: “Não perdi uma festa sequer neste ano. A alegria é o melhor remédio que se tem”. Aos 78 anos, depois de sucessivas internações, acabou vencida pela doença no dia 15 de janeiro, no Rio, sua cidade natal, onde sempre morou.

Morto a facadas

Foi tudo muito rápido e inesperado. Pawel Adamowicz, prefeito de Gdansk, a sexta cidade mais populosa da Polônia, participava de um evento de caridade no domingo 13 quando foi esfaqueado por Stefan Wilmont, de 27 anos. Defensor dos imigrantes e das causas do movimento LGBT, o político era um conhecido crítico do governo de direita do presidente Andrzej Duda. Depois do atentado, o assassino, detido na hora, afirmou que o crime fora um ato de vingança — considerava injusto que houvesse passado cinco anos preso sob a acusação de roubos diversos. Adamowicz morreu na segunda 14, aos 53 anos, no Hospital Universitário de Gdansk, após várias cirurgias.

Alô, Dolly

ESTRELA – Carol Channing: atuação celebrada nos palcos da Broadway Hulton-Deutsch Collection/Corbis/Getty Images

A atriz americana Carol Channing será sempre lembrada pelo papel da personagem casamenteira Dolly Gallagher, interpretado em Alô, Dolly, clássico da Broadway, no qual cantava a famosa música-título. O trabalho lhe rendeu em 1964 o primeiro de seus três prêmios Tony. Em 1968, ela ganhou o Globo de Ouro de atriz coadjuvante por Positivamente Millie. Morreu na terça 15, aos 97 anos, de causas naturais, em sua casa, na Califórnia.

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Publicado em VEJA de 23 de janeiro de 2019, edição nº 2618

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