Por que a Igreja Presbiteriana não recomenda que seus membros participem do Legendários
Denominação aponta incompatibilidades doutrinárias e faz críticas à metodologia do movimento
A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) orientou seus membros, incluindo pastores, presbíteros e diáconos, a não participarem nem apoiarem o movimento Legendários. A recomendação foi aprovada durante o 41º Supremo Concílio da denominação, realizado em Manaus, após debates internos sobre a expansão do grupo entre comunidades presbiterianas. Segundo a igreja, as práticas adotadas pelo movimento não estão alinhadas com os princípios da tradição reformada e da doutrina presbiteriana.
No documento aprovado, a IPB afirma que os Legendários utilizam métodos considerados excessivamente pragmáticos e centrados na experiência emocional, em detrimento da formação espiritual baseada nas Escrituras. Entre os pontos questionados estão atividades de isolamento na natureza, provas de resistência física e emocional e dinâmicas que, na avaliação da comissão teológica da igreja, podem deslocar o foco da vida comunitária e do estudo bíblico.
A denominação também demonstrou preocupação com aspectos organizacionais do movimento, como o sigilo sobre determinadas atividades, o uso de juramentos, uniformes padronizados e estratégias de marketing. Para a IPB, esses elementos podem contribuir para a mercantilização da fé e gerar divisões dentro das igrejas locais. Em resposta, os Legendários afirmaram receber a decisão com respeito e ressaltaram que a deliberação não proíbe a participação de presbiterianos, mas apenas recomenda que cada congregação avalie o tema de forma autônoma.







