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Quando evangélicos devem ultrapassar católicos no Brasil, segundo demógrafo

José Eustáquio Alves acredita que diminuição do ritmo de expansão evangélica se dá por motivos políticos

Por Ricardo Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jun 2025, 14h36 | Atualizado em 6 jun 2025, 14h54
Quando evangélicos devem ultrapassar católicos no Brasil, segundo demógrafo Priorize VEJA no Google

Se seguir no ritmo atual, a parcela da população evangélica no Brasil, irá ultrapassar a de católicos em 2049, projeta o demógrafo José Eustáquio Alves, funcionário aposentado do IBGE e um dos principais estudiosos do processo de transição religiosa do país.

Anteriormente, Alves vinha trabalhando com a mudança no ano de 2032, levando-se em consideração que haveria um processo de aceleração da migração de uma religião para outra, uma vez que pesquisas de opinião dão conta de que os crentes já teriam rompido a barreira dos 30% e estudos acadêmicos afirmam que a abertura de novos templos evangélicos ocorre na proporção de 17 por dia.

 

Os fenômenos levaram o demógrafo a considerar que a média observada de queda de fieis do catolicismo e aumento dos protestantes seria mais intensa do que o observado desde 1990. O resultado do Censo de 2022, no entanto, fez com que Alves refizesse os cálculos, agora levando em conta apenas o desempenho das últimas décadas.

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Atualmente, os evangélicos correspondem a 26,9% da população, 5,2 pontos percentuais a mais do que em 2010, quando eram 21,6% dos brasileiros. Embora significativo, o crescimento é menor do que o ocorrido entre 2000 e 2010 (6,5 pontos percentuais) e entre 1990 e 2000  (6,1 pontos percentuais).

Quanto ao processo de desaceleração, Alves considera que ele ocorre por conta da conjuntura política no país. Desde de 2018, tem-se observado um alinhamento praticamente automático dos evangélicos com o bolsonarismo, o que pode ter influenciados nas escolhas religiosas: “A identificação com pautas comportamentais e a polarização acabaram por afastar os fieis mais moderados das denominações. As pessoas vão para os cultos para ter conforto espiritual, não para falar de política”, aponta o demógrafo.

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