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Edson Cordeiro relata abuso sexual cometido por pastor na adolescência

'Ele queria me dominar pela culpa', diz o cantor

Por Duda Monteiro de Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 Maio 2026, 09h00
Edson Cordeiro relata abuso sexual cometido por pastor na adolescência Priorizar nos meus resultados Google

O discurso da pastora Helena Raquel, líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra, durante o Congresso dos Gideões em Balneário Camboriú (SC), no último dia 2 de maio, trouxe à tona um tema historicamente silenciado nos púlpitos evangélicos: os casos de pedofilia e abuso sexual cometidos por pastores. Em uma pregação de uma hora e vinte minutos, a religiosa acusou lideranças de acobertarem agressores e ignorarem vítimas, expondo uma cultura de proteção institucional que, segundo ela, precisa ser enfrentada dentro das próprias igrejas. A fala, considerada inédita para uma liderança de seu porte, repercutiu nas redes sociais e encorajou vítimas a romperem o silêncio — mostrando que os abusos no ambiente religioso não atingem apenas mulheres, mas também homens que passaram décadas calados.

O cantor Edson Cordeiro, 59,  lembra com dor os primeiros passos na igreja: “Quando tinha uns 6 anos, minha mãe começou a ir à igreja do Evangelho Quadrangular porque meu pai sempre foi alcoólatra e ela estava atrás de um milagre para curá-lo”, afirma o paulista. Filho de três irmãs, ele gostava do louvor e da música, mas, aos 14 anos, sofreu abuso de um líder carismático e querido pela comunidade “A igreja reprimia muito a sexualidade. O pastor mandava orar todo dia à noite para não ter sonhos eróticos. Eu levava muito a sério”, disse a VEJA.

Apesar de ter uma namorada na igreja, Edson sentia atração por homens e buscou ajuda espiritual. “Contei para ela pra gente poder orar, e ela falou para o pastor. No primeiro momento, ele ficou quieto. Depois, me chamou para ir na casa dele para fazer música. E foi aí que aconteceu o abuso”, contou. Em choque, sem dormir, ele ouvia o abusador dizer que deveriam orar a Deus, mas teve forças para ir embora. “Ele queria me dominar pela culpa”, crava. O que o salvou, segundo ele, foi o acolhimento de sua família: “Elas me acolheram e me resgatou imediatamente. Todos saíram dessa igreja”. 

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Leia mais: https://veja.abril.com.br/brasil/mulheres-vitimas-de-assedio-sexual-nas-igrejas-evangelicas-quebram-o-silencio/

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